{"id":11829,"date":"2015-04-27T11:43:07","date_gmt":"2015-04-27T14:43:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=11829"},"modified":"2015-04-27T11:43:07","modified_gmt":"2015-04-27T14:43:07","slug":"crise-gera-duvidas-para-futuro-do-polo-naval-em-rio-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/crise-gera-duvidas-para-futuro-do-polo-naval-em-rio-grande\/","title":{"rendered":"Crise gera d\u00favidas para futuro do polo naval em Rio Grande"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Reflexos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato e da corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras ainda afetam as atividades do polo naval do Estado <\/em><\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Incerteza&#8221;, &#8220;hiato&#8221;, &#8220;espera&#8221;. Essas s\u00e3o algumas das palavras mais ouvidas no munic\u00edpio de Rio Grande quando se indaga a algum morador sobre a situa\u00e7\u00e3o do polo naval. O ambiente \u00e9 um misto de receio que os impactos desencadeados, fundamentalmente, pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato durem por muito mais tempo e otimismo que novas encomendas de plataformas de petr\u00f3leo e a normalidade sejam retomadas.<\/p>\n<p>Atualmente, as opera\u00e7\u00f5es no polo encontram-se com o &#8220;freio de m\u00e3o puxado&#8221;, em um ritmo bem abaixo do que o verificado em anos anteriores. O estaleiro Rio Grande, da empresa Ecovix, trabalha nas plataformas de petr\u00f3leo P-67 (praticamente conclu\u00edda) e na P-69. Enquanto o cons\u00f3rcio QGI Brasil (que administra o estaleiro da antiga Quip) espera, para breve, um acerto com a Petrobras para a retomada da montagem e integra\u00e7\u00e3o dos m\u00f3dulos das P-75 e P-77. J\u00e1 no munic\u00edpio vizinho, localizado do outro lado da Lagoa dos Patos, S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte, o estaleiro EBR aguarda a chegada do casco da P-74 para intensificar os servi\u00e7os de implementa\u00e7\u00e3o dessa plataforma. Todas essas estruturas foram encomendadas pela Petrobras.<\/p>\n<p>Com esse cen\u00e1rio em aberto e gerando opini\u00f5es distintas entre os rio-grandinos (h\u00e1 os que comemoram a alavancagem da economia da regi\u00e3o com o polo e outros que reclamam do custo de vida que subiu e da depend\u00eancia do complexo), o certo \u00e9 que o polo naval mudou o perfil do munic\u00edpio. O secret\u00e1rio estadual de Desenvolvimento, Ci\u00eancia e Tecnologia e ex-prefeito de Rio Grande, F\u00e1bio Branco, considera o polo naval um divisor de \u00e1guas para a economia e a autoestima da regi\u00e3o. &#8220;H\u00e1 muito tempo cobrava-se um empreendimento do porte como esse.&#8221; No entanto, o secret\u00e1rio admite que um impacto percebido no munic\u00edpio foi causado pelos espa\u00e7amentos entre as constru\u00e7\u00f5es de plataformas. &#8220;Ainda sofreremos um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00f5es e ajustes para entender o quanto de projetos, a serem feitos ao mesmo tempo, ser\u00e1 o ideal&#8221;, aponta o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Conforme Branco, Rio Grande \u00e9 muito dependente da atividade naval e por isso a cidade est\u00e1 sofrendo com a redu\u00e7\u00e3o das demandas nessa \u00e1rea. Por\u00e9m, apesar disso, o dirigente acredita na sustentabilidade da economia local. O secret\u00e1rio justifica o seu otimismo citando a futura instala\u00e7\u00e3o de empreendimentos na regi\u00e3o, como a termel\u00e9trica do Grupo Bolognesi, que ser\u00e1 alimentada com g\u00e1s natural liquefeito (GNL). Essa iniciativa est\u00e1 atrelada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma malha de gasodutos que, segundo Branco, servir\u00e1 como um indutor de desenvolvimento. Al\u00e9m disso, o secret\u00e1rio aposta no aprimoramento da atividade portu\u00e1ria no munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7os, varejo e hotelaria registram queda de demanda<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio da Cidade de Rio Grande, Renan Lopes, confirma que depois da Lava Jato a redu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica foi acentuada. De acordo com o dirigente, o fen\u00f4meno come\u00e7ou a ocorrer j\u00e1 a partir de 2013, com as sa\u00eddas das plataformas P-55, P-58 e P-63.<\/p>\n<p>Lopes estima que os segmentos hoteleiro, de transporte e restaurantes est\u00e3o atuando com menos da metade da demanda que se registrava nos \u00e1ureos tempos. &#8220;O que perdemos foi aquele crescimento que n\u00e3o est\u00e1vamos acostumados, agora ficou uma coisa comum&#8221;, argumenta. O presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio salienta que as companhias navais, al\u00e9m de dispensar colaboradores, demitiram funcion\u00e1rios com altos sal\u00e1rios, o que refletiu na economia da cidade.<\/p>\n<p>O gerente comercial do Hot\u00e9is Atl\u00e2ntico, Rog\u00e9rio Schwartz, admite que a diminui\u00e7\u00e3o do ritmo do polo naval teve consequ\u00eancias para o setor hoteleiro. Schwartz prefere n\u00e3o arriscar mensurar um percentual, contudo, diz que \u00e9 poss\u00edvel perceber o reflexo. O gerente lembra que, em audi\u00eancia p\u00fablica no ano passado, foi mencionada a possibilidade da vinda de seis a sete hot\u00e9is de maior porte, acima de 100 unidades habitacionais. &#8220;Acho que, com o perfil de p\u00fablico, da cidade, n\u00e3o vai ter demanda para tudo isso.&#8221; Schwartz frisa que, no \u00e1pice do polo, eram procuradas vagas em estabelecimentos de outras cidades para atender \u00e0 necessidade gerada em Rio Grande, mas essa n\u00e3o \u00e9 mais a realidade.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Com\u00e9rcio \/ Jefferson Klein, de Rio Grande<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflexos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato e da corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras ainda afetam as atividades do polo naval do Estado &#8220;Incerteza&#8221;, &#8220;hiato&#8221;, &#8220;espera&#8221;. 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