{"id":11805,"date":"2015-04-27T09:28:20","date_gmt":"2015-04-27T12:28:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=11805"},"modified":"2015-04-27T09:28:20","modified_gmt":"2015-04-27T12:28:20","slug":"navio-adamastos-parte-com-destino-ao-porto-de-cadiz-na-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/navio-adamastos-parte-com-destino-ao-porto-de-cadiz-na-espanha\/","title":{"rendered":"Navio Adamastos parte com destino ao porto de C\u00e1diz, na Espanha"},"content":{"rendered":"<p>O navio Adamastos, de bandeira liberiada, que estava desde agosto de 2014 fundeado a cerca de 15 quil\u00f4metros do Porto do Rio Grande, finalmente partiu, na tarde desta \u00faltima quinta (23), com destino ao porto de C\u00e1diz, no sul da Espanha. Segundo informa\u00e7\u00e3o do capit\u00e3o dos portos, Jos\u00e9 Vicente Alvarenga Filho, a embarca\u00e7\u00e3o partiu por volta das 14h, sem tripula\u00e7\u00e3o. O navio est\u00e1 sendo rebocado, a uma velocidade m\u00e9dia de 5 quil\u00f4metros por hora, por um rebocador holand\u00eas contratado pela empresa Cargo Recovery Consultants S.A. (CRC) e tem previs\u00e3o de chegar ao porto espanhol no final do m\u00eas de maio.<\/p>\n<p>A carga do navio, cerca de 60 mil toneladas de soja, permanece na embarca\u00e7\u00e3o. Em recente acordo homologado na 1\u00aa Vara Federal do Rio Grande, a empresa CRC, ap\u00f3s negociar d\u00edvidas do navio, ficou respons\u00e1vel pela destina\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o e da soja nele depositada. Al\u00e9m disso, comprometeu-se a adotar as medidas necess\u00e1rias para garantir a prote\u00e7\u00e3o ambiental e a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o. Mediante o acordo, a a\u00e7\u00e3o judicial fica suspensa por at\u00e9 seis meses, vinculando a extin\u00e7\u00e3o do processo ao cumprimento de algumas condi\u00e7\u00f5es. A CRC dever\u00e1 informar mensalmente ao ju\u00edzo a situa\u00e7\u00e3o em que se encontra a opera\u00e7\u00e3o de reboque do navio, at\u00e9 a chegada ao destino final. A empresa tamb\u00e9m dever\u00e1 apresentar comprova\u00e7\u00e3o documental do local em que ser\u00e1 descarregada a soja e da inspe\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria da carga no pa\u00eds de destino, com a cientifica\u00e7\u00e3o das autoridades aduaneiras competentes.<\/p>\n<p>O capit\u00e3o dos portos informou ainda que os preparativos para a partida do navio levaram cerca de oito horas (das 6h at\u00e9 \u00e0s 14h) e envolveu cerca de 30 pessoas, al\u00e9m da tripula\u00e7\u00e3o do rebocador, que conta com aproximadamente 20 tripulantes. A dificuldade, de acordo com ele, foi no que diz respeito \u00e0 retirada de materiais obsoletos do navio, como geradores, cont\u00eaineres, tambores de combust\u00edveis, equipamentos de solda etc, para viabilizar o reboque. O capit\u00e3o Alvarenga afirmou ainda que a partida do navio \u00e9 uma grande vit\u00f3ria para a comunidade, porque a embarca\u00e7\u00e3o abandonada poderia trazer consequ\u00eancias para o meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>Relembre <\/strong><\/p>\n<p>O navio, de origem liberiana, foi carregado no Porto do Rio Grande com 59 mil toneladas de soja, em agosto, mas ao sair de um terminal, acabou encalhando. Rebocadores foram contratados e levaram o navio do canal de navega\u00e7\u00e3o a uma \u00e1rea a cerca de 15 quil\u00f4metros da entrada do porto. A embarca\u00e7\u00e3o apresentava problemas estruturais e financeiros.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o ingressou, em 31 de dezembro de 2014, com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a Federal contra oito empresas, pleiteando contrata\u00e7\u00e3o de nova equipe de tripulantes para operar o navio, conserto da embarca\u00e7\u00e3o e destina\u00e7\u00e3o definitiva da carga, avaliada em R$32 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda no final do ano, a JF em Rio Grande negou o pedido de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela. Em grau de recurso, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o deferiu liminar, determinando que as empresas respons\u00e1veis providenciassem nova tripula\u00e7\u00e3o, consertassem a embarca\u00e7\u00e3o e retirassem a soja estocada dos por\u00f5es.<\/p>\n<p>Desde janeiro, quando a tripula\u00e7\u00e3o definitivamente deixou o navio, a Marinha do Brasil passou a guarnecer a embarca\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de uma equipe composta por sete militares (um oficial e seis pra\u00e7as). A equipe permaneceu dioturnamente na embarca\u00e7\u00e3o, revesando-se com outros militares a cada quatro ou cinco dias, com a finalidade de realizar o envio de sinais, atrav\u00e9s do sistema AIS, para que outras embarca\u00e7\u00f5es n\u00e3o se aproximassem, al\u00e9m de acender as luzes noturnas do navio. A Marinha guarneceu o navio at\u00e9 o dia 27 de mar\u00e7o, quando a CRC assumiu a embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal Agora (RS)\/Por Tatiane Fernandes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O navio Adamastos, de bandeira liberiada, que estava desde agosto de 2014 fundeado a cerca de 15 quil\u00f4metros do Porto do Rio Grande, finalmente partiu,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":9259,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-11805","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11805"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11805\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11806,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11805\/revisions\/11806"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}