{"id":11533,"date":"2015-04-08T10:44:38","date_gmt":"2015-04-08T13:44:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=11533"},"modified":"2015-04-08T10:44:38","modified_gmt":"2015-04-08T13:44:38","slug":"cabotagem-quer-crescer-no-pais-com-expansao-de-clientes-de-menor-porte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cabotagem-quer-crescer-no-pais-com-expansao-de-clientes-de-menor-porte\/","title":{"rendered":"Cabotagem quer crescer no pa\u00eds com expans\u00e3o de clientes de menor porte"},"content":{"rendered":"<p>Com avan\u00e7o m\u00e9dio de 30% ao ano, desde 2008, empresas especializadas em cabotagem &#8211; transporte mar\u00edtimo de cargas pela costa &#8211; apostam na massifica\u00e7\u00e3o do modal entre pequenos e m\u00e9dios empres\u00e1rios para driblar a crise e manter crescimento at\u00e9 2020. Para atender a demanda em potencial, companhias como Alian\u00e7a, Hamburg S\u00fcd, Maersk e Log-In apostam em renova\u00e7\u00e3o de frotas, a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e outros diferenciais para crescer.<\/p>\n<p>&#8220;A cabotagem no Pa\u00eds ainda tem uma estrutura t\u00edmida, com ades\u00e3o principalmente de grandes empresas internacionais. Agora \u00e9 a hora de trazer o pequeno e m\u00e9dio empres\u00e1rio&#8221;, diz o engenheiro mar\u00edtimo e consultor para o mercado portu\u00e1rio, Marcelo Ramos Abreu.<\/p>\n<p>Apesar do modal rodovi\u00e1rio ser o mais usado, quest\u00f5es como aumento do frete &#8211; impulsionado pela alta do diesel &#8211; pode mudar a cultura &#8220;O bolso fala mais alto. Agora a cabotagem se torna mais competitiva&#8221;, disse ele. Outra solu\u00e7\u00e3o apontada para o modal se tornar uma realidade para o empres\u00e1rio menor, segundo Abreu, \u00e9 a voltada para a integra\u00e7\u00e3o. &#8220;Sozinha, uma empresa de pequeno porte n\u00e3o tem muito poder de negocia\u00e7\u00e3o, mas juntas, elas conseguem reduzir at\u00e9 40% os custos de uma opera\u00e7\u00e3o de cabotagem&#8221;.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de custos \u00e9 de no m\u00ednimo 15%. Dependendo das circunst\u00e2ncias, a carga e a dist\u00e2ncia podem aumentar mais&#8221;, diz o diretor da empresa, Julian Thomas.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano, a empresa somou 290 novos clientes no Brasil. &#8220;Eles buscam a cabotagem para economizar, j\u00e1 que se gasta menos com combust\u00edvel, entre outras vantagens&#8221;, explicou o diretor, ao DCI, prevendo um crescimento entre 10% e 20% no modal apenas este ano.<\/p>\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>Para que o mercado cres\u00e7a de maneira substancial, no entanto, ainda \u00e9 preciso resolver quest\u00f5es que tocam a esfera p\u00fablica. Este ano, a presidente Dilma Rousseff garantiu que o modal est\u00e1 entre as prioridades dentro programa de investimento na \u00e1rea de portos.<\/p>\n<p>A perspectiva do governo \u00e9 a de refor\u00e7ar a competitividade da cabotagem, ampliando os aportes em portos para dar mais acessibilidade aos terminais nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o. Para que seja estimulado o setor, a presidente disse n\u00e3o descartar a\u00e7\u00f5es como a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para a constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es. Este ano, a Hamburg S\u00fcd anunciou R$ 700 milh\u00f5es de investimento em seis navios para ampliar a cabotagem e, segundo Thomas, a empresa pensou em constru\u00ed-los por aqui, mas os estaleiros n\u00e3o ofereciam as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>&#8220;Os [portos] que ofereciam trabalhavam muito para a Petrobras e n\u00e3o tinham capacidade para nos atender. Ent\u00e3o decidimos import\u00e1-los. A falta de navios \u00e9 uma quest\u00e3o importante, mas n\u00e3o \u00e9 o principal entrave para o desenvolvimento desse setor. O que precisa agora \u00e9 investir na adequa\u00e7\u00e3o dos terminaism al\u00e9m de amplas a\u00e7\u00f5es para desburocratizar o processo de chegada e dar ainda mais agilidade no processo log\u00edstico&#8221;, afirmou o Abreu.<\/p>\n<p>De opini\u00e3o similar partilha Thomas, que v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o mais dram\u00e1tica da cabotagem no Brasil no Porto de Santos. &#8220;As autoridades t\u00eam projetos para dragagem. Existe a inten\u00e7\u00e3o, mas tem a restri\u00e7\u00e3o financeira&#8221;, disse, lembrando que o porto de Paranagu\u00e1 conseguiu avan\u00e7os mais expressivos para o setor nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Para o diretor executivo da Hamburg S\u00fcd no Brasil, Jos\u00e9 Roberto Salgado, enquanto as licita\u00e7\u00f5es para dragagem n\u00e3o saem do papel, a empresa foca os servi\u00e7os na presta\u00e7\u00e3o de atendimento ao cliente. &#8220;Estamos expandindo a estrutura portu\u00e1ria. Apenas no porto de Manaus devemos investir R$ 40 milh\u00f5es&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Sustentabilidade <\/strong><\/p>\n<p>Para atrair mais clientes e avan\u00e7ar com cabotagem este ano, a aposta da Log-In \u00e9 associar o setor com sustentabilidade. A empresa, que participar\u00e1 da 21\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Intermodal South America, evento que come\u00e7a amanh\u00e3 (7) em S\u00e3o Paulo, elevar\u00e1 esse conceito aos visitantes. &#8220;Vamos levar \u00e0 feira, a cabotagem integrada \u00e0 sustentabilidade, tanto para ganho ambiental, com cases de clientes que usam o servi\u00e7o para atingir metas de efici\u00eancia energ\u00e9tica, quanto no que diz respeito \u00e0s perdas m\u00ednimas de roubos e avarias e otimiza\u00e7\u00e3o de custos&#8221;, diz o diretor Comercial da Log-In, M\u00e1rcio Arany.<\/p>\n<p>No quatro trimestre de 2014, a empresa transportou 44,1 mil TEUS s\u00f3 com cabotagem, alta de 42,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2013. No acumulado do ano, a companhia movimentou 272,1 mil TEUS, crescimento de 12,3% na mesma base. &#8220;Nossa perspectiva este ano \u00e9 manter o ritmo de desenvolvimento bastante superior \u00e0s taxas da economia brasileira&#8221;, completou.<\/p>\n<p><strong>Roubo de cargas <\/strong><\/p>\n<p>Na Maersk, a busca por novos clientes se apoia nos benef\u00edcios trazidos pelo modal. Para o diretor comercial da Mercosul Line, Roberto Rodrigues, os roubos de cargas em rodovias \u00e9 um dado importante na hora de escolher a forma do transporte. &#8220;O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses de maior risco no mundo para o transporte rodovi\u00e1rio de mercadorias, o que eleva os custos. A cabotagem \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o mais barata e segura para a ind\u00fastria e as empresas agr\u00edcolas, bem como para a sociedade, reduzindo acidentes nas estradas e custos relacionados, tr\u00e1fego e polui\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p>No caso de cargas com alto valor agregado, como equipamentos eletr\u00f4nicos, al\u00e9m da seguran\u00e7a contra roubos, o modal tamb\u00e9m diminuir a avaria dos itens. &#8220;\u00c9 mais barato, seguro, r\u00e1pido e melhor que os produtos sejam enviados por mar do que fazer com que uma televis\u00e3o ou um aparelho de Blu-Ray atravesse o Pa\u00eds por estradas irregulares e, muitas vezes, esburacadas&#8221; completa. Ano passado, a Mercosul Sul Line, da Maersk, investiu US$ 200 milh\u00f5es na aquisi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas novos navios, pata atender clientes de Manaus a Itaja\u00ed e transportar mercadorias para Montevid\u00e9u (Uruguai), e Buenos Aires (Argentina), em sua rota do rio da Prata, al\u00e9m do litoral brasileiro.<\/p>\n<p>Fonte: DCI\/Cen\u00e1rioMT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com avan\u00e7o m\u00e9dio de 30% ao ano, desde 2008, empresas especializadas em cabotagem &#8211; transporte mar\u00edtimo de cargas pela costa &#8211; apostam na massifica\u00e7\u00e3o do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3530,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-11533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11533"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11533\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11534,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11533\/revisions\/11534"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}