{"id":11146,"date":"2015-03-16T09:04:05","date_gmt":"2015-03-16T12:04:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=11146"},"modified":"2015-03-16T10:25:55","modified_gmt":"2015-03-16T13:25:55","slug":"transpetro-quer-vender-metade-da-frota","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/transpetro-quer-vender-metade-da-frota\/","title":{"rendered":"Transpetro quer vender metade da frota"},"content":{"rendered":"<p>A Transpetro estuda colocar 23 navios \u00e0 venda, ou quase metade de sua frota pr\u00f3pria de 53 embarca\u00e7\u00f5es, para auxiliar o programa de desinvestimento da Petrobras. A empresa estima obter, segundo estudo obtido pelo GLOBO, cerca de US$ 270 milh\u00f5es (cerca de R$ 845 milh\u00f5es) com a opera\u00e7\u00e3o, mas especialistas do setor temem que se trate de um neg\u00f3cio ruim: a Transpetro ficaria \u00e0 merc\u00ea dos contratos de afretamento, perderia agilidade e ainda venderia ativos que s\u00e3o altamente lucrativos.<\/p>\n<p>O assunto \u00e9 sigiloso na Transpetro, que \u00e9 uma subsidi\u00e1ria da Petrobras. Mas a lista foi elaborada com base nos navios para os quais a empresa n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00f5es a pagar, como restos de financiamento. Como a Transpetro possui pouca margem de manobra para vender oleodutos, este seria o \u00fanico caminho para auxiliar no esfor\u00e7o de desinvestimento de US$ 13,7 bilh\u00f5es (R$ 42,9 bilh\u00f5es) programados pela Petrobras. Se confirmada, a venda de navios poder\u00e1 representar apenas 2% do total que a estatal quer vender.<\/p>\n<p>Fontes do mercado acreditam que h\u00e1 interessados nestes ativos, at\u00e9 porque acreditam que, assim que comprarem esses navios, fechar\u00e3o contratos de afretamento com a Transpetro. Outros, os mais baratos, poder\u00e3o virar sucata. Os valores estimados pela estatal s\u00e3o considerados coerentes, por serem baseados em seguros dos navios.<\/p>\n<p><strong>De sucata a embarca\u00e7\u00f5es novas<\/strong><\/p>\n<p>A lista dos navios \u00e9 heterog\u00eanea: inclui desde embarca\u00e7\u00f5es novas, altamente lucrativas, at\u00e9 sucatas e navios recentemente reformados, mas cujo valor investido n\u00e3o ser\u00e1 recuperado na venda. A estatal est\u00e1, desde 2004, fazendo um grande programa de renova\u00e7\u00e3o de sua frota. Apenas dois navios valem, cada um, US$ 78 milh\u00f5es (cerca de R$ 166 milh\u00f5es): Ataulfo Alves e Cartola. Os dois, considerados novos, s\u00e3o altamente lucrativos: faturam, cada um, US$ 50 mil por dia, segundo fontes internas da Transpetro.<\/p>\n<p>No resto da lista, os demais 21 navios valem, no m\u00e1ximo, US$ 7 milh\u00f5es (R$ 22 milh\u00f5es), enquanto alguns foram segurados por apenas US$ 2 milh\u00f5es (R$ 6,26 milh\u00f5es), valor considerado de sucata no setor, caso do Guapor\u00e9 e do Guaruj\u00e1.<\/p>\n<p>Na lista da Transpetro, h\u00e1 ainda tr\u00eas navios, Lages, Lambari e Lavras, que foram segurados, cada um, em US$ 3,750 milh\u00f5es (R$ 11,8 milh\u00f5es) mas que passaram recentemente por reformas, como casco duplo, onde foram investidos at\u00e9 US$ 5 milh\u00f5es em cada embarca\u00e7\u00e3o (cerca de R$ 15 milh\u00f5es). Muitos destes navios ainda t\u00eam vida \u00fatil superior a 15 anos.<\/p>\n<p>Como a estatal n\u00e3o pretende reduzir suas atividades, a empresa ter\u00e1 de fretar embarca\u00e7\u00f5es \u2014 algumas vezes, poder\u00e1 fechar contrato justamente com os donos dos navios que vai vender. Isso, segundo especialistas, pode significar custo maior, perda de flexibilidade nas opera\u00e7\u00f5es e at\u00e9 abre margens, segundo outro analista que pediu para n\u00e3o ser identificado, de desvios, uma vez que estes contratos de afretamento s\u00e3o pouco fiscalizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a venda desses navios cria inseguran\u00e7a ainda maior na ind\u00fastria naval, que come\u00e7ou a se recuperar justamente com as encomendas do setor de \u00f3leo e g\u00e1s. A Transpetro havia decidido comprar 49 navios, mas apenas oito foram entregues at\u00e9 o momento. Uma mudan\u00e7a na pol\u00edtica de frota pr\u00f3pria poderia colocar em xeque todas as demais encomendas.<\/p>\n<p><strong>Estatal n\u00e3o comenta<\/strong><\/p>\n<p>Questionada, a Transpetro n\u00e3o respondeu ao pedido do GLOBO, sob a alega\u00e7\u00e3o que n\u00e3o comentaria o assunto.<\/p>\n<p>Questionado sobre a possibilidade de venda de navios, Severino Almeida, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), afirma que se este neg\u00f3cio ocorrer ser\u00e1 ruim para a Transpetro.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 um esfor\u00e7o muito grande para a Transpetro, que ter\u00e1 um forte aumento de custos com o afretamento de embarca\u00e7\u00f5es, por um valor relativamente pequeno diante de todo o esfor\u00e7o muito maior que a Petrobras precisa fazer neste cen\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 economicamente interessante, n\u00e3o h\u00e1 argumentos para justificar este neg\u00f3cio \u2014 disse.<\/p>\n<p>Ele lembrou ainda que a Transpetro tem diversos navios contratados, ainda como parte do antigo Programa de Moderniza\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o da Frota (Promef), no \u00e2mbito do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) com previs\u00e3o de investimentos de R$ 11,2 bilh\u00f5es. Al\u00e9m da inseguran\u00e7a a estas encomendas, a venda n\u00e3o significaria quase nada perto do que a Transpetro precisa pagar para os contratos j\u00e1 assinados dentro deste programa.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo \/Por Rodrigo Cintra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Transpetro estuda colocar 23 navios \u00e0 venda, ou quase metade de sua frota pr\u00f3pria de 53 embarca\u00e7\u00f5es, para auxiliar o programa de desinvestimento da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-11146","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11146"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11146\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11147,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11146\/revisions\/11147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}