{"id":11106,"date":"2015-03-12T10:39:19","date_gmt":"2015-03-12T13:39:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=11106"},"modified":"2015-03-12T10:39:19","modified_gmt":"2015-03-12T13:39:19","slug":"setor-naval-vive-clima-de-incerteza-sem-novos-contratos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/setor-naval-vive-clima-de-incerteza-sem-novos-contratos\/","title":{"rendered":"Setor naval vive clima de incerteza sem novos contratos"},"content":{"rendered":"<p>Com a crise gerada pelo o esc\u00e2ndalo da Petrobras, sindicato dos metal\u00fargicos estima corte em pelo menos 50% dos postos de trabalho em Niter\u00f3i ainda esse ano<\/p>\n<p>A perspectiva para o setor naval de Niter\u00f3i em 2015 \u00e9 de uma redu\u00e7\u00e3o de 50% dos postos de trabalho. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de Niter\u00f3i, Edson Rocha. Apreensiva e preocupada com a situa\u00e7\u00e3o de incerteza do mercado, a categoria foi \u00e0s ruas na \u00faltima semana, realizando protestos.<\/p>\n<p>Antes com 12 mil trabalhadores, hoje o setor naval j\u00e1 est\u00e1 com 10 mil e, segundo o presidente do sindicato, at\u00e9 maio esse n\u00famero pode ser reduzido para 8 mil. At\u00e9 o fim do ano pode chegar a 6 mil. De acordo com Edson Rocha, o estaleiro Mau\u00e1, um dos maiores da cidade, \u00e9 o \u00fanico dos 11 de Niter\u00f3i com garantias de obras para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>\u201cAs obras da constru\u00e7\u00e3o de um m\u00f3dulo no Enaval foram paralisadas. A Petrobras alega que j\u00e1 fez o pagamento e que levar\u00e1 o m\u00f3dulo da maneira que est\u00e1. Com isso, 450 pessoas podem ir para rua a qualquer momento. Al\u00e9m disso, a UTC, que depois de demitir 700 trabalhadores est\u00e1 apenas com o setor administrativo funcionando, aguarda a licita\u00e7\u00e3o para uma nova obra, que deve contratar apenas 250 pessoas, muito abaixo dos que foram para rua\u201d, explica preocupado o presidente do sindicato.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Edson lembra que o estaleiro Brasa, que atualmente constr\u00f3i duas plataformas de produ\u00e7\u00e3o e que passa agora pela acoplagem das mesmas, \u201cest\u00e1 mandando trabalhador embora\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Brasa est\u00e1 demitindo cerca de 1 mil que trabalhavam na estrutura e agora ir\u00e3o contratar entre 600 e 700 para esta acoplagem\u201d, revela.<\/p>\n<p>A estat\u00edstica do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval) apresenta queda de 82 mil pessoas trabalhando em dezembro de 2014, para 79 mil empregadas ao final de janeiro de 2015. Mas para o Sinaval \u00e9 uma oscila\u00e7\u00e3o que pode ser considerada normal, n\u00e3o havendo motivo para demiss\u00f5es futuras. O sindicato n\u00e3o v\u00ea uma crise no setor naval no momento. A preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 na redu\u00e7\u00e3o da queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Sinaval, Ariovaldo Santana da Rocha, periodicamente s\u00e3o realizados levantamentos estat\u00edsticos de empregos nos estaleiros brasileiros. No caso de Niter\u00f3i, os principais contratos s\u00e3o: reparos de navios; navios petroleiros para a Transpetro e de navios de apoio mar\u00edtimo para operadores de frotas que conquistaram contratos de servi\u00e7os com a Petrobras.<\/p>\n<p>\u201cEstes segmentos da constru\u00e7\u00e3o permanecem est\u00e1veis. N\u00e3o existe, do ponto de vista do Sinaval, motivos para demiss\u00f5es, al\u00e9m dos ajustes normais entre entregas de navios e in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o de novo projeto\u201d, tranquiliza o presidente, que mostra, no entanto, preocupa\u00e7\u00e3o para longo prazo por conta do pre\u00e7o do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o vai afetar primeiro a decis\u00e3o de construir novas plataformas de petr\u00f3leo, que pode atingir o estaleiro Brasa, ap\u00f3s as entregas previstas para 2016 e 2017\u201d, afirmou Ariovaldo Santana.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento a Petrobras n\u00e3o anunciou n\u00fameros de investimentos do novo plano de neg\u00f3cios, diante da nova realidade da queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Segundo Ariovaldo Santana, \u00e9 claro que haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o, mas os reservat\u00f3rios de petr\u00f3leo existem e precisam ser explorados j\u00e1 que o petr\u00f3leo \u00e9 a fonte de receitas da Petrobras.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, os planos podem sofrer mudan\u00e7as de velocidade, mas n\u00e3o podem ser interrompidos j\u00e1 que ser\u00e3o esses recursos que promover\u00e3o a recupera\u00e7\u00e3o da Petrobras\u201d, explica o presidente do Sinaval.<\/p>\n<p>Para o economista Mauro Osorio, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a crise ainda pode piorar para os setores ligados \u00e0 Petrobras. Ele afirma ainda que dirigentes precisam ser punidos, mas que \u00e9 importante preservar a empresa. \u201cO impacto pode ser ainda mais forte, o atual momento \u00e9 de incerteza. A crise mostrou como a Petrobras \u00e9 importante para muitos setores. A economia do petr\u00f3leo \u00e9 muito importante, principalmente para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><strong>Itabora\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o economista Mauro Osorio, a crise na Petrobras j\u00e1 afeta o mercado de trabalho no pa\u00eds. De dezembro a janeiro, os problemas da estatal influenciaram \u2013 direta ou indiretamente \u2013 cerca de 10% de todos os empregos formais perdidos no Brasil inteiro.<\/p>\n<p>Segundo levantamento feito pelo professor, dois munic\u00edpios fluminenses que t\u00eam suas economias dependentes da Petrobras acumularam cortes de 8.353 vagas com carteira assinada em janeiro. O estudo foi feito com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE).<\/p>\n<p>Em Itabora\u00ed, 7.065 trabalhadores foram demitidos, enquanto em Maca\u00e9, foram 1.288 postos de trabalho formais extintos. Esse volume equivale a mais de 20% das 40.658 vagas fechadas no Estado do Rio do per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cEm Maca\u00e9, houve impacto de diversas formas, por conta da influ\u00eancia da Petrobras na economia local. Em Itabora\u00ed, \u00e9 demiss\u00e3o no Comperj (Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro) mesmo\u201d, disse Osorio, lembrando ainda que al\u00e9m das dispensas de trabalhadores terceirizados que atuavam nas obras do Comperj, outras atividades da regi\u00e3o t\u00eam estreita liga\u00e7\u00e3o com os investimentos e tr\u00e2nsito de funcion\u00e1rios da petroleira nos munic\u00edpios atingidos, como servi\u00e7os, constru\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Fonte: O Fluminense \u2013 Pedro Conforte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a crise gerada pelo o esc\u00e2ndalo da Petrobras, sindicato dos metal\u00fargicos estima corte em pelo menos 50% dos postos de trabalho em Niter\u00f3i ainda&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":6721,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-11106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11107,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11106\/revisions\/11107"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}