{"id":10817,"date":"2015-02-26T10:07:46","date_gmt":"2015-02-26T13:07:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=10817"},"modified":"2015-02-26T10:07:46","modified_gmt":"2015-02-26T13:07:46","slug":"braskem-nao-preve-reducao-no-preco-da-nafta-da-petrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/braskem-nao-preve-reducao-no-preco-da-nafta-da-petrobras\/","title":{"rendered":"Braskem n\u00e3o prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da nafta da Petrobras"},"content":{"rendered":"<p>A Braskem, maior produtora de resinas termopl\u00e1sticas das Am\u00e9ricas, n\u00e3o espera redu\u00e7\u00e3o sobre os pre\u00e7os da nafta pagos \u00e0 Petrobras nos \u00faltimos seis meses, a partir de setembro, per\u00edodo em que vigorou o segundo aditivo ao contrato de fornecimento da mat\u00e9ria-prima firmado entre as companhias.<\/p>\n<p>O aditivo, que expira s\u00e1bado, prev\u00ea pre\u00e7os em aberto para a nafta e retroativos ao in\u00edcio de setembro. &#8220;N\u00e3o espero ajuste retroativo negativo e tamb\u00e9m espero que o novo contrato n\u00e3o traga custo adicional&#8221;, disse o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, em encontro com analistas e investidores.<\/p>\n<p>A Petrobras, uma das duas acionistas majorit\u00e1rias da petroqu\u00edmica, fornece 70% das 10 milh\u00f5es de toneladas de nafta consumidas anualmente pela Braskem, por meio de contrato de longo prazo que pode movimentar mais de R$ 10 bilh\u00f5es por ano, conforme o pre\u00e7o internacional do insumo. O segundo aditivo ao contrato, que venceu originalmente em fevereiro do ano passado, expira no pr\u00f3ximo dia 28 e n\u00e3o h\u00e1 acordo sobre novo contrato ou prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Fadigas, a Braskem e o setor petroqu\u00edmico t\u00eam posi\u00e7\u00f5es id\u00eanticas quanto \u00e0 conta da nafta. &#8220;Entendemos que os custos de importa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima n\u00e3o pertencem ao setor petroqu\u00edmico&#8221;, reafirmou. Segundo o executivo, desde quando houve a \u00faltima expans\u00e3o da ind\u00fastria com base em nafta petroqu\u00edmica, da Copesul, h\u00e1 15 anos, a ind\u00fastria brasileira consome o mesmo volume de mat\u00e9ria-prima. &#8220;Naquele momento, a Petrobras era exportadora de nafta e gasolina. Isso mudou em 2009 e se mudou, n\u00e3o foi por conta da demanda do setor [petroqu\u00edmico], mas sim de gasolina&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Fadigas argumentou que a refer\u00eancia de pre\u00e7os negociada com a Petrobras \u00e9 a ARA (Amsterd\u00e3-Roterd\u00e3-Antu\u00e9rpia), que \u00e9 &#8220;uma das naftas mais caras do mundo&#8221;. &#8220;O pre\u00e7o ARA em si j\u00e1 tem sido alto o suficiente para reduzir o potencial da ind\u00fastria petroqu\u00edmica europeia. Logo, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 boa refer\u00eancia. Falar em pr\u00eamio sobre isso? O setor tem impossibilidade de conviver com isso, primeiro porque se existe custo log\u00edstico, ele pertence ao setor de combust\u00edveis&#8221;, defendeu o presidente da Braskem.<\/p>\n<p>O impasse entre as companhias decorre do desejo da Petrobras de repassar \u00e0 Braskem os custos com importa\u00e7\u00e3o de nafta. A petroqu\u00edmica, por sua vez, alega que n\u00e3o tem de assumir uma conta que nasceu da escolha da estatal de usar nafta pr\u00f3pria como combust\u00edvel e atender \u00e0 petroqu\u00edmica com o derivado importado.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda que fosse aceit\u00e1vel [esse repasse], o setor n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de absorver, visto os dois recordes negativos da ind\u00fastria no ano passado [taxa de opera\u00e7\u00e3o mais baixa da hist\u00f3ria e maior \u00edndice de participa\u00e7\u00e3o de importados no mercado dom\u00e9stico]&#8221;, afirmou. &#8220;Por aqui se come\u00e7a a estabelecer uma primeira refer\u00eancia do que a gente entende como o limite do razo\u00e1vel para pagar pela nafta.&#8221;<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o de ontem, o executivo voltou a dizer que a Braskem gostaria de erguer no pa\u00eds um projeto similar ao que est\u00e1 em vias de entrar em opera\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico, por\u00e9m esbarra na falta de acordo sobre mat\u00e9ria-prima com a Petrobras. Naquele pa\u00eds, a Braskem \u00e9 s\u00f3cia da mexicana Idesa no Projeto Etileno XXI, que vai produzir 1 milh\u00e3o de toneladas de eteno a partir de g\u00e1s e polietilenos de alta e baixa densidade. &#8220;A Braskem quer fazer algo similar no Brasil, mas \u00e9 preciso haver um contrato de mat\u00e9ria-prima e n\u00e3o conseguimos avan\u00e7ar nas conversas com Petrobras.&#8221;<\/p>\n<p>Outro importante contrato da companhia tamb\u00e9m est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o neste momento. A Braskem e outras seis empresas eletrointensivas continuam conversando com o Minist\u00e9rio de Minas e Energia sobre a renova\u00e7\u00e3o do contrato de fornecimento de energia com a Chesf, que garante um pre\u00e7o inferior pelo insumo e vai expirar em junho.<\/p>\n<p>Os contratos totalizam cerca de 800 MW m\u00e9dios e garantem o pre\u00e7o de R$ 110 por megawatt-hora (MWh). Conforme a dire\u00e7\u00e3o da petroqu\u00edmica, a renova\u00e7\u00e3o do contrato deve resultar em novos investimentos na regi\u00e3o Nordeste, onde est\u00e1 boa parte das opera\u00e7\u00f5es da Braskem que \u00e9 atendida pela energia da Chesf.<\/p>\n<p>&#8220;Nossas prioridades hoje s\u00e3o a renova\u00e7\u00e3o do contrato de nafta com a Petrobras e a renova\u00e7\u00e3o do contrato com Chesf. Hoje, esse contrato abastece principalmente [as opera\u00e7\u00f5es na] a regi\u00e3o Nordeste&#8221;, afirmou o vice-presidente da unidade de insumos b\u00e1sicos da petroqu\u00edmica, Marcelo Cerqueira. Al\u00e9m da Braskem, t\u00eam contrato especial com a Chesf as empresas Gerdau, Vale, Dow, Paranapanema, Ferbasa e Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico\/Stella Fontes | De S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Braskem, maior produtora de resinas termopl\u00e1sticas das Am\u00e9ricas, n\u00e3o espera redu\u00e7\u00e3o sobre os pre\u00e7os da nafta pagos \u00e0 Petrobras nos \u00faltimos seis meses, a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":8449,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-10817","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10817"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10818,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10817\/revisions\/10818"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}