{"id":10562,"date":"2015-02-11T09:12:22","date_gmt":"2015-02-11T11:12:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=10562"},"modified":"2015-02-11T09:12:22","modified_gmt":"2015-02-11T11:12:22","slug":"em-reacao-ao-pt-ministro-da-fazenda-estuda-novos-cortes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/em-reacao-ao-pt-ministro-da-fazenda-estuda-novos-cortes\/","title":{"rendered":"Em rea\u00e7\u00e3o ao PT, ministro da Fazenda estuda novos cortes"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Contra fogo amigo, equipe de Joaquim Levy planeja \u2018medidas adicionais\u2019, como elevar tributos, para manter meta fiscal<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Diante da rebeli\u00e3o do PT e das centrais sindicais contra as medidas de ajuste fiscal, a equipe econ\u00f4mica do governo planeja tomar medidas adicionais para garantir a economia prometida no fim do ano passado. T\u00e9cnicos do governo afirmam que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e sua equipe v\u00e3o tentar cumprir a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio (economia para o pagamento de juros da d\u00edvida) de 1,2% do Produto Interno Bruto em 2015, mesmo que seja preciso cortar mais gastos, incluindo investimentos, rever algumas desonera\u00e7\u00f5es ou aumentar novos tributos.<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica j\u00e1 sabe que ser\u00e1 dura a batalha no Congresso para aprovar as medidas anunciadas pelo governo:<\/p>\n<p>\u2014 O ministro tem um mandato da presidente Dilma para fazer um prim\u00e1rio de 1,2% do PIB. \u00c9 isso que ele vai perseguir \u2014 disse um dos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Executiva Nacional do PT cobrou, em documento elaborado ap\u00f3s reuni\u00e3o da semana passada, que a presidente Dilma Rousseff cumpra sua promessa de campanha de impedir que o ajuste fiscal prejudique os direitos trabalhistas. No documento, o PT tamb\u00e9m afirma que o governo deve dar \u201ccontinuidade\u201d ao di\u00e1logo com o movimento sindical.<\/p>\n<p>\u201c(Queremos) Propor ao governo que d\u00ea continuidade ao debate com o movimento sindical e popular, no sentido de impedir que medidas necess\u00e1rias de ajuste incidam sobre direitos conquistados \u2014 tal como a presidenta Dilma assegurou na campanha e em seu mais recente pronunciamento\u201d, diz o texto do PT.<\/p>\n<p>N\u00e3o mexer nos direitos trabalhistas foi uma das principais promessas de campanha de Dilma, que usou a frase \u201cnem que a vaca tussa\u201d para dizer que n\u00e3o alteraria benef\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>Fazenda reagir\u00e1 ao fogo amigo<\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda acompanha de perto o fogo amigo. Segundo fontes do governo, por enquanto a \u00e1rea econ\u00f4mica tem ficado fora do debate e deixado que o n\u00facleo pol\u00edtico do governo trate do assunto. No entanto, a Fazenda j\u00e1 est\u00e1 preparada para entrar em a\u00e7\u00e3o quando as propostas que garantem o ajuste \u2014 como as mudan\u00e7as nas regras do seguro-desemprego e de pens\u00e3o por morte \u2014 come\u00e7arem a ser votadas pelos parlamentares.<\/p>\n<p>O primeiro passo seria chamar a base aliada para conversas em que mostrar\u00e1 a import\u00e2ncia do resgate da credibilidade da pol\u00edtica econ\u00f4mica e a necessidade de se corrigir desequil\u00edbrios na concess\u00e3o de benef\u00edcios sociais. O segundo passo seria deixar claro que n\u00e3o h\u00e1 op\u00e7\u00e3o para se fechar as contas do ano, e que as medidas n\u00e3o s\u00e3o um capricho do governo. Se as medidas que est\u00e3o no Congresso para vota\u00e7\u00e3o forem rejeitadas, outras ter\u00e3o que vir em seu lugar.<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com o presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e defendeu as medidas do governo. Segundo o ministro Miguel Rossetto (Secretaria Geral), a CUT pediu mudan\u00e7as nas propostas, mas Dilma n\u00e3o demonstrou disposi\u00e7\u00e3o de recuar.<\/p>\n<p>\u2014 Evidentemente a presidente, de forma muito clara e muito objetiva, informou sobre os limites fiscais que o Brasil tem neste momento. O governo j\u00e1 manifestou confian\u00e7a na qualidade e na necessidade dessas medidas. De todas elas \u2014 disse Rossetto.<\/p>\n<p>Mais importante aliado do governo no Legislativo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), disse que o Congresso encontrar\u00e1 \u201calternativas\u201d para que o trabalhador n\u00e3o seja \u201cduramente sacrificado\u201d.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o podemos transferir a conta do ajuste para o trabalhador. Acho que temos que usar o protagonismo do Congresso para construir alternativas para o ajuste. Porque ele significa, do ponto de vista econ\u00f4mico e social, um retrocesso. Temos preocupa\u00e7\u00f5es com as medidas provis\u00f3rias que instabilizam as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas. Isso precisa ser resolvido pelo Congresso, o trabalhador n\u00e3o pode receber a conta do ajuste \u2014 disse Renan.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das centrais sindicais, Renan disse que quer conversar com os empres\u00e1rios. At\u00e9 mesmo o relator do Or\u00e7amento de 2015, senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR), disse que o Congresso n\u00e3o pode apenas aprovar propostas do governo:<\/p>\n<p>\u2014 O Congresso n\u00e3o \u00e9 carimbador das a\u00e7\u00f5es do Executivo.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo \/ Martha Beck, Luiza Dam\u00e9, Julianna Granjeia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contra fogo amigo, equipe de Joaquim Levy planeja \u2018medidas adicionais\u2019, como elevar tributos, para manter meta fiscal Diante da rebeli\u00e3o do PT e das centrais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":10467,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1616,1614,540,1613,1150,417,1615],"class_list":["post-10562","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-adicionais","tag-cortes","tag-fazenda","tag-joaquim-levy","tag-medidas","tag-ministro","tag-tributos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10562"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10563,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10562\/revisions\/10563"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10467"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}