{"id":10499,"date":"2015-02-06T08:25:45","date_gmt":"2015-02-06T10:25:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=10499"},"modified":"2015-02-05T15:23:20","modified_gmt":"2015-02-05T17:23:20","slug":"delator-diz-que-pt-recebeu-ate-us-200-milhoes-em-propina-us-50-milhoes-pelas-maos-de-vaccari","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/delator-diz-que-pt-recebeu-ate-us-200-milhoes-em-propina-us-50-milhoes-pelas-maos-de-vaccari\/","title":{"rendered":"Delator diz que PT recebeu at\u00e9 US$ 200 milh\u00f5es em propina; US$ 50 milh\u00f5es pelas m\u00e3os de Vaccari"},"content":{"rendered":"<p>O delator Pedro Barusco relatou que, na \u00e1rea de Abastecimento da Petrobras, a propina era de 2%; Paulo Roberto Costa controlava 1% e o outro 1% era para o PT<\/p>\n<p>O delator Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Servi\u00e7os da Petrobras, \u200bafirmou em dela\u00e7\u00e3o premiada que, no per\u00edodo de 2003 a 2013, o PT recebeu entre US$ 150 milh\u00f5es e US$ 200 milh\u00f5es em propina de 90 contratos firmados pela estatal. Pelo menos US$ 50 milh\u00f5es deste montante teriam passado pelas m\u00e3os do atual tesoureiro do PT, Jo\u00e3o Vaccari Neto. Os contratos incluem obras como a Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, e a Repar, no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Os depoimentos de Barusco, prestados em novembro do ano passado, foram divulgados nesta quinta-feira pela Justi\u00e7a Federal do Paran\u00e1. Foi atrav\u00e9s de informa\u00e7\u00f5es fornecidas por Barusco que a Pol\u00edcia Federal deflagrou, entre outras, a nona fase da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, que nesta quinta-feira cumpriu mandatos em S\u00e3o Paulo, Rio, Bahia e Santa Catarina, al\u00e9m de levar Jo\u00e3o Vaccari para depor.<\/p>\n<p>De acordo com a dela\u00e7\u00e3o, quando indagado pelo delegado da Pol\u00edcia Federal sobre o quanto Jo\u00e3o Vaccari Neto recebeu em nome do Partido dos Trabalhadores pelos 90 contratos, Barusco afirmou que Vaccari recebeu, \u201ca t\u00edtulo de propina\u201d, aproximadamente US$ 50 milh\u00f5es. Barusco estimou no depoimento que foi pago o valor aproximado de US$ 150 milh\u00f5es a US$ 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares ao Partido dos Trabalhadores, \u201ccom a participa\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Vaccari Neto\u201d.<\/p>\n<p>Barusco afirmou ainda nos depoimentos que, no per\u00edodo em que atuou como gerente Executivo de Engenharia da Petrobras entre 2003 e 2011, os pagamentos de propinas eram feitos diretamente a Renato Duque (ex-diretor de Servi\u00e7os), Vaccari Neto e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras.<\/p>\n<p>Ele disse que, nos contratos da Diretoria de Abastecimento, a propina era de 2%. Destes, o ex-diretor Paulo Roberto Costa controlava 1% dos valores e o outro 1% era para o PT. Na parte que cabia ao partido, Jo\u00e3o Vaccari ficava com 0,5% e a \u201ccasa\u201d, representada pelo ex-diretor de Servi\u00e7os, com o outro restante. Em um dos depoimentos, prestado no dia 24 de novembro, Barusco disse que, esporadicamente, os ex-diretores da Petrobras Jorge Luiz Zelada e Roberto Gon\u00e7alves participavam da divis\u00e3o.<\/p>\n<p>Barusco relatou ainda um epis\u00f3dio em que Vaccari teria recebido diretamente do estaleiro Kepell Fels US$ 4,523 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cNo caso da OAS o Vaccari Neto tratava diretamente o valor da propina para o PT com o Leo Pinheiro, presidente da empreiteira\u201d, contou o delator.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo \/ Cleide Carvalho, enviada especial \/ Renato Onofre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O delator Pedro Barusco relatou que, na \u00e1rea de Abastecimento da Petrobras, a propina era de 2%; Paulo Roberto Costa controlava 1% e o outro&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":10500,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-10499","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10499"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10501,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10499\/revisions\/10501"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}