{"id":10367,"date":"2015-01-30T10:34:48","date_gmt":"2015-01-30T12:34:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=10367"},"modified":"2015-01-30T10:34:48","modified_gmt":"2015-01-30T12:34:48","slug":"centronave-critica-proposta-de-limitar-tamanho-de-navios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/centronave-critica-proposta-de-limitar-tamanho-de-navios\/","title":{"rendered":"Centronave critica proposta de limitar tamanho de navios"},"content":{"rendered":"<p>A proposta do presidente da Praticagem de S\u00e3o Paulo, Cl\u00e1udio Paulino, de que seja estabelecido um limite de at\u00e9 266 metros de comprimento para os navios que trafegam no Porto de Santos, desagradou o Centro Nacional da Navega\u00e7\u00e3o (Centronave), entidade que representa os armadores em atua\u00e7\u00e3o na costa brasileira. A ideia foi questionada em um of\u00edcio encaminhado \u00e0 Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp), logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de uma reportagem de A Tribuna sobre o assunto, na edi\u00e7\u00e3o do \u00faltimo dia 20.<\/p>\n<p>Hoje, embarca\u00e7\u00f5es de at\u00e9 336 metros podem trafegar no Porto. Mas cargueiros dessas dimens\u00f5es precisam respeitar exig\u00eancias da Marinha do Brasil, que estabelece crit\u00e9rios especiais para que essas manobras aconte\u00e7am. Tudo depende da localiza\u00e7\u00e3o do terminal onde esses navios ir\u00e3o operar, das condi\u00e7\u00f5es de mar\u00e9 e visibilidade e da presen\u00e7a de dois pr\u00e1ticos a bordo. Para Paulino, limitar o tr\u00e1fego de navios com at\u00e9 266 metros de comprimento permite a navega\u00e7\u00e3o sem restri\u00e7\u00f5es no complexo santista.<\/p>\n<p>Para o diretor-executivo do Centronave, Cl\u00e1udio Loureiro de Souza, as declara\u00e7\u00f5es do presidente da Praticagem de S\u00e3o Paulo cont\u00eam \u201cdefeitos conceituais s\u00e9rios, al\u00e9m de demonstrarem uma falta de informa\u00e7\u00e3o surpreendente\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cr\u00edticas de Paulino sobre as adapta\u00e7\u00f5es que precisam ser feitas no Porto de Santos para o recebimento de navios cada vez maiores, Loureiro diz que \u00e9 necess\u00e1rio analisar a quest\u00e3o corretamente.<\/p>\n<p>\u201cUm porto que n\u00e3o se adequa \u00e0s necessidades do com\u00e9rcio, n\u00e3o se moderniza e n\u00e3o evolui tecnologicamente, tende a uma dram\u00e1tica perda de import\u00e2ncia econ\u00f4mica, \u00e0 gradativa decad\u00eancia ou mesmo ao desaparecimento. Exemplos n\u00e3o faltam no mundo nas duas dire\u00e7\u00f5es. H\u00e1 portos que desaparecem e portos que se desenvolveram e se reinventaram, garantindo prosperidade a seus players e usu\u00e1rios\u201d, destacou o diretor executivo do Centronave.<\/p>\n<p><strong>Retrocesso<\/strong><\/p>\n<p>Para Souza, se o limite das embarca\u00e7\u00f5es passar de 336 para 266 metros de comprimento, o retrocesso nos ganhos operacionais faria com que o Porto de Santos fosse exclu\u00eddo das correntes de com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isto aconteceria, pois a tend\u00eancia \u00e9 que os armadores procurem complexos portu\u00e1rios que atendam a suas necessidades operacionais, entre elas, a capacidade de recebimento de grandes embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEsta vis\u00e3o presta um desservi\u00e7o \u00e0 comunidade portu\u00e1ria de Santos e seus usu\u00e1rios. Ao reconhecer a necessidade dos progressos e dos ganhos de efici\u00eancia, todos nesta comunidade v\u00eam dando seu melhor e investindo \u2013 da pr\u00f3pria Codesp aos terminais de cont\u00eaineres \u2013 milh\u00f5es de reais em obras, equipamentos, treinamento e tecnologia\u201d, destacou Loureiro no of\u00edcio encaminhado \u00e0 Autoridade Portu\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o de custos<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que diz o presidente da Praticagem, de que os custos operacionais n\u00e3o s\u00e3o reduzidos com a vinda de navios maiores ao Porto, o Centronave garante que h\u00e1 economia de escala.<\/p>\n<p>\u201cOs fretes v\u00eam caindo sistematicamente ao longo dos \u00faltimos anos em todos os trades, internacionais e tamb\u00e9m na cabotagem, devido \u00e0 intensa concorr\u00eancia entre os armadores, que repassam os benef\u00edcios que as economias de escala proporcionam. \u00c9 evidente que os custos por unidade transportada aumentariam se o tamanho das embarca\u00e7\u00f5es diminu\u00edsse\u201d.<\/p>\n<p>Para Loureiro, al\u00e9m de aumentar a produtividade, as escalas de grandes e modernos navios ampliam a efici\u00eancia energ\u00e9tica e ambiental do transporte. Isto porque as novas embarca\u00e7\u00f5es consomem menos combust\u00edveis e, consequentemente, emitem menos gases. \u201cSem falar no dram\u00e1tico aumento da efici\u00eancia energ\u00e9tica por unidade transportada. Querer piorar tais ganhos \u00e9, sem d\u00favida, incompreens\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna On-line\/Fernanda Balbino<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proposta do presidente da Praticagem de S\u00e3o Paulo, Cl\u00e1udio Paulino, de que seja estabelecido um limite de at\u00e9 266 metros de comprimento para os&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":8612,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1592,1127,117,1593,1594],"class_list":["post-10367","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-centronave","tag-limitacao","tag-navios","tag-proposta","tag-tamanho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10367"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10367\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10368,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10367\/revisions\/10368"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}