{"id":10332,"date":"2015-01-28T08:05:34","date_gmt":"2015-01-28T10:05:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=10332"},"modified":"2015-01-28T10:26:50","modified_gmt":"2015-01-28T12:26:50","slug":"sao-paulo-e-rio-pretendem-investir-r-105-bilhoes-para-garantir-abastecimento-de-agua-de-capitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sao-paulo-e-rio-pretendem-investir-r-105-bilhoes-para-garantir-abastecimento-de-agua-de-capitais\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Paulo e Rio pretendem investir R$ 10,5 bilh\u00f5es para garantir abastecimento de \u00e1gua de capitais"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Projetos preveem constru\u00e7\u00e3o de novos sistemas produtores, mas n\u00e3o leva em conta solu\u00e7\u00f5es como dessaliniza\u00e7\u00e3o e reuso<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os governos de Rio e S\u00e3o Paulo pretendem investir R$ 10,5 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos cinco anos para tirar do papel obras j\u00e1 planejadas, na tentativa de garantir o abastecimento de \u00e1gua nas duas maiores regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds. Os projetos preveem a constru\u00e7\u00e3o de novos sistemas produtores, programas para reduzir o desperd\u00edcio e mudan\u00e7as nas redes de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Projetos como usinas de dessaliniza\u00e7\u00e3o e de tratamento de esgoto, defendidos por especialistas para \u00e1reas com pouca oferta de \u00e1gua doce, n\u00e3o est\u00e3o sendo levados em considera\u00e7\u00e3o pelos estados por enquanto. Estudo feito pelo Cons\u00f3rcio PCJ, que re\u00fane empres\u00e1rios e administradores p\u00fablicos da regi\u00e3o de Campinas, aponta que seriam necess\u00e1rios R$ 6,1 bilh\u00f5es para tirar sal da \u00e1gua do litoral paulista, bombe\u00e1-la pela Serra do Mar e lev\u00e1-la at\u00e9 a Grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O presidente da Companhia de Saneamento B\u00e1sico de S\u00e3o Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, diz que o custo desse processo \u00e9 muito alto e que a dessaliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais indicada em \u00e1reas litor\u00e2neas. A t\u00e9cnica \u00e9 utilizada com sucesso em Israel, onde 67% da \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e9 retirada do mar, em outros pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio e em Cingapura. No Brasil, o \u00fanico sistema que tira \u00e1gua diretamente do mar foi montado h\u00e1 cerca de dez anos no Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha.<\/p>\n<p>A Sabesp pretende aumentar a utiliza\u00e7\u00e3o de esgoto tratado na rede de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Obras para tratar esgoto e lan\u00e7\u00e1-lo na Represa Guarapiranga e no Rio Alto Cotia custar\u00e3o cerca de R$ 76,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>DOIS RESERVAT\u00d3RIOS NA BARRA<\/strong><\/p>\n<p>Entre os investimentos que precisam ser feitos no Rio, est\u00e3o R$ 200 milh\u00f5es para construir quatro reservat\u00f3rios e 760 quil\u00f4metros de rede distribuidora, a fim de garantir o abastecimento na Zona Oeste. Outros R$ 200 milh\u00f5es devem ser destinados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de dois reservat\u00f3rios na regi\u00e3o de Barra, Recreio e Jacarepagu\u00e1 \u2014 segundo a Cedae, a obra terminar\u00e1 em 2016.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a Sabesp ter\u00e1 que gastar cerca R$ 3,5 bilh\u00f5es para buscar \u00e1gua no sistema S\u00e3o Louren\u00e7o, a quase 85 quil\u00f4metros da capital, fazer a interliga\u00e7\u00e3o das represas Atibainha e Jaguari, na bacia do Para\u00edba do Sul, e para construir novos reservat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Na semana passada, o governo federal liberou R$ 2,6 bilh\u00f5es do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) para a obra do S\u00e3o Louren\u00e7o, que deve ficar pronta em 2017. Outros R$ 830 milh\u00f5es devem ser gastos na transposi\u00e7\u00e3o do Para\u00edba do Sul, cujo edital deve ser publicado at\u00e9 sexta-feira.<\/p>\n<p>O programa de redu\u00e7\u00e3o de perdas deve consumir R$ 3 bilh\u00f5es. O objetivo \u00e9 diminuir a taxa de \u00e1gua desperdi\u00e7ada por vazamentos e defeitos para 16,7% at\u00e9 2020.<\/p>\n<p><strong>ESTIAGEM J\u00c1 ATINGE PRE\u00c7OS<\/strong><\/p>\n<p>A seca em S\u00e3o Paulo j\u00e1 se reflete nos pre\u00e7os de alimentos vendidos no atacado naquele estado. De acordo com a consultoria MB Agro, com menos da metade do volume de chuvas previsto para janeiro, verduras est\u00e3o mais caras. O quilo da alface no atacado \u00e9 75% maior que o do fim do ano passado. Em janeiro de 2014, essa alta tinha sido bem menor: de 16%. Couve, espinafre e repolho tamb\u00e9m t\u00eam tido avan\u00e7o de pre\u00e7os bem superior ao do ver\u00e3o passado. Com pastos mais secos, os pre\u00e7os da carne e do leite captados pelo produtor mant\u00eam-se est\u00e1veis.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o de pre\u00e7os no atacado ainda n\u00e3o chegou ao consumidor paulista.<\/p>\n<p>\u2014 Estimamos que no primeiro trimestre deva haver esse repasse, ao menos para frutas, legumes e hortali\u00e7as \u2014 diz Francisco Queiroz, analista da MB Agro.<\/p>\n<p><strong>SEM \u2018EFEITO SECA\u2019 NO RIO<\/strong><\/p>\n<p>Para Andr\u00e9 Braz, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, os pre\u00e7os de alimentos no varejo no Rio e em S\u00e3o Paulo est\u00e3o subindo dentro do que \u00e9 esperado nesta \u00e9poca, sem que isso possa ser atribu\u00eddo ao \u201cefeito seca\u201d. A Ceasa tamb\u00e9m ainda n\u00e3o v\u00ea interfer\u00eancia do clima sobre os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Fonte \u2013 O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos preveem constru\u00e7\u00e3o de novos sistemas produtores, mas n\u00e3o leva em conta solu\u00e7\u00f5es como dessaliniza\u00e7\u00e3o e reuso Os governos de Rio e S\u00e3o Paulo pretendem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":10256,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-10332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10333,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10332\/revisions\/10333"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}