{"id":10137,"date":"2015-01-16T09:28:10","date_gmt":"2015-01-16T11:28:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=10137"},"modified":"2015-01-16T09:30:30","modified_gmt":"2015-01-16T11:30:30","slug":"hamburg-sud-investe-r-700-mi-para-incrementar-transporte-de-cabotagem-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/hamburg-sud-investe-r-700-mi-para-incrementar-transporte-de-cabotagem-2\/","title":{"rendered":"Hamburg S\u00fcd investe R$ 700 mi para incrementar transporte de cabotagem"},"content":{"rendered":"<p>Otimismo. Expectativa da alem\u00e3 Hamburg S\u00fcd \u00e9 que o transporte entre portos nacionais aumente mais de 15% este ano<\/p>\n<p>Pouco otimista com o com\u00e9rcio exterior em 2015, a multinacional alem\u00e3 Hamburg S\u00fcd vai apostar na cabotagem (transporte mar\u00edtimo feito apenas na costa nacional) para incrementar a receita no Brasil. A empresa, que \u00e9 uma das l\u00edderes mundiais no transporte mar\u00edtimo, acaba de investir R$ 700 milh\u00f5es na renova\u00e7\u00e3o da frota de sua subsidi\u00e1ria Alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Foram comprados seis navios porta cont\u00eaineres &#8211; quatro deles com capacidade de 3.800 teus (unidade equivalente a um cont\u00eainer de 20 p\u00e9s) e dois de 4.800 teus. Com a aquisi\u00e7\u00e3o, a companhia passa a contar com 11 embarca\u00e7\u00f5es na costa brasileira &#8211; metade do total de navios que fazem a movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para o aumento da frota est\u00e1 nos n\u00fameros vigorosos dos \u00faltimos anos, explica o presidente da Hamburg S\u00fcd, Julian Thomas. Enquanto a cabotagem cresceu 35% no ano passado e representou 20% da movimenta\u00e7\u00e3o da empresa, o transporte de cargas importadas avan\u00e7ou apenas 2% e o de exportadas, 5%. Para este ano, a expectativa \u00e9 que o transporte entre portos nacionais aumente mais 15%, prev\u00ea o executivo.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda n\u00e3o \u00e9 um mercado maduro, mas esse modal de transporte est\u00e1 ganhando o seu lugar na cadeia de log\u00edstica dos clientes.&#8221; Hoje, a cabotagem representa cerca de 10% de toda movimenta\u00e7\u00e3o de cargas feitas no Brasil &#8211; na China essa fatia \u00e9 de 48%, segundo o Instituto de Log\u00edstica e Supply Chain (Ilos). O modal rodovi\u00e1rio \u00e9 o campe\u00e3o com 65% de participa\u00e7\u00e3o da matriz de transporte.<\/p>\n<p>Com a necessidade de reduzir custos, o servi\u00e7o de cabotagem se torna atrativo diante do transporte rodovi\u00e1rio, que tem ficado ainda mais caro, com o reajuste dos combust\u00edveis e a nova lei dos caminhoneiros. &#8220;Para dist\u00e2ncias acima de 1.000 km e raio de 200 km do porto (da f\u00e1brica ao porto e do porto ao cliente), a cabotagem \u00e9 mais competitiva. Pode ser 15% mais barata que o transporte via caminh\u00f5es&#8221;, diz Thomas.<\/p>\n<p>Porta a porta. Mas ele destaca que o transporte de cabotagem \u00e9 um pouco mais complexo para o cliente, pois exige mais organiza\u00e7\u00e3o entre a chegada do caminh\u00e3o no porto e a chegada do navio. Para ampliar o servi\u00e7o, a pr\u00f3pria Hamburg S\u00fcd tem feito o &#8220;porta a porta&#8221;, que significa retirar a mercadoria na f\u00e1brica e entregar no cliente.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, diz Thomas, a captura de clientes era mais f\u00e1cil, pois envolvia cargas simples, como o arroz que sa\u00eda de Pelotas (RS) e precisava ir para o Nordeste ou o eletroeletr\u00f4nico de Manaus para o Sudeste. &#8220;Aos poucos fomos conquistando a confian\u00e7a dos clientes. Hoje j\u00e1 temos tr\u00eas servi\u00e7os semanais saindo de Manaus, por exemplo.&#8221; Al\u00e9m dessa rota, as 11 embarca\u00e7\u00f5es da Hamburg S\u00fcd na costa brasileira tamb\u00e9m fazem Santos &#8211; Bahia, Santos &#8211; Pec\u00e9m e Santos &#8211; Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para Thomas, com o aumento do custo rodovi\u00e1rio, as chances de a cabotagem ganhar mais espa\u00e7o na log\u00edstica nacional aumentam. Ainda assim, o trabalho de convencimento dos clientes n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. &#8220;Apesar de ser mais barato, ter menor \u00edndice de avaria e ser mais seguro do ponto de vista de roubo, trabalhamos at\u00e9 tr\u00eas meses para convencer um cliente a mudar para o transporte mar\u00edtimo&#8221;, diz o executivo, destacando que hoje h\u00e1 mais navios fazendo a costa brasileira do que a rota Brasil &#8211; EUA (s\u00e3o 14 navios contra 22).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da cabotagem na \u00e1rea de cont\u00eainer, a Hamburg S\u00fcd tem apostado no chamado transporte de carga de projeto. Desde maio do ano passado, a empresa tem transportado em navios as p\u00e1s para usinas e\u00f3licas do Nordeste. &#8220;Na \u00e9poca, houve uma demanda por parte dos fabricantes e geradores por uma solu\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e que representasse menos risco de avarias para as pe\u00e7as. Trouxemos um navio para fazer apenas esse tipo de servi\u00e7o&#8221;, diz Thomas.<\/p>\n<p>Segundo ele, pela rodovia, as p\u00e1s demoravam at\u00e9 60 dias para chegar ao destino final. &#8220;No navio, que comporta at\u00e9 37 p\u00e1s, a carga chega em 5 dias.&#8221; Segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Transporte Aquavi\u00e1rio (Antaq), no primeiro semestre do ano passado comparado ao mesmo per\u00edodo de 2013, o transporte mar\u00edtimo de carga de projeto cresceu 1.060%.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais Portu\u00e1rios (ABTP), Wilen Manteli, avalia que, apesar do avan\u00e7o, a velocidade de crescimento deveria ser maior. Ele critica a burocracia no desembara\u00e7o da carga, que segue a mesma regra de uma carga do exterior, mas diz que a Receita tem trabalhado para resolver essa quest\u00e3o. Outro ponto \u00e9 que a maioria dos portos ainda n\u00e3o tem espa\u00e7o dedicado especialmente para a cabotagem.<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Otimismo. 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