Valaris adia fim e início de contratos do navio afretado à Equinor

Valaris adia fim e início de contratos do navio afretado à Equinor

A Valaris atualizou as datas de fim e início do contrato de afretamento do navio-sonda Valaris DS-17, que está afretado para a Equinor, segundo o Fleet Status Report divulgado na quinta-feira (23). 

No contrato atual do Valaris DS-17, o período ativo iria até outubro de 2025. Agora, foi estendido até dezembro de 2025. Para o próximo contrato, também com a companhia norueguesa, o início previsto era em outubro, mas mudou para janeiro de 2026. 

O navio ficará aproximadamente fora de serviço por 25 dias, para atualizações ordinárias pela Equinor no primeiro semestre de 2026. O contrato foi avaliado em US$ 498 milhões. 

A unidade foi escolhida pela Equinor para atividades de perfuração do projeto Raia , que está localizada no pré-sal da Bacia de Campos. O objetivo é perfurar seis poços a partir de 2026, de modo que o projeto entre  em produção no primeiro trimestre de 2028.

Detalhes do projeto Raia

A decisão final de investimento (FID) do projeto, avaliada em US$ 9 bilhões , foi tomada pelo consórcio em maio de 2023. A Equinor opera o projeto com 35% de participação, em parceria com a Repsol Sinopec (35%) e a Petrobras (30%).

Raia contempla três descobertas descobertas no bloco BM-C-33 (Pão de Açúcar, Gávea e Seat), no pré-sal da Bacia de Campos, que contém reservas recuperáveis ​​de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de boe.

O projeto contempla a produção por poços conectados a um FPSO capaz de tratar o óleo/condensado e especificar o gás produzido. O FPSO terá capacidade para processar 126 mil bpd de óleo/condensado, enquanto a capacidade de exportação do gasoduto será de 16 milhões de m³/dia. 

O gás especificado para venda será escoado por meio de um gasoduto offshore de 200 km, saindo do FPSO em direção a Cabiúnas, na cidade de Macaé. Já os líquidos serão descarregados por meio de navios aliviadores. 

Nesta sexta-feira (24), a companhia concluiu a instalação da fundação do  Pipeline End Manifold  (PLEM). A estrutura servirá como base para o PLEM, que tem como objetivo conectar os risers ao gasoduto que transportará o gás do FPSO até a costa.

Um mês antes , a Equinor concluiu a instalação do trecho de 15 km de águas rasas do gasoduto Raia.  Após receber o aval do Ibama , o trecho terrestre do gasoduto, de cerca de 4 km, será instalado.

Fonte: Revista Brasil Energia