MSC, maior empresa de navegação do mundo, ordena que seus navios no Golfo se coloquem em segurança
A maior empresa de navegação do mundo, a italo-suíça MSC, ordenou neste domingo que todos as suas embarcações no Golfo se colocassem em segurança e suspendeu os carregamentos com destino ao Oriente Médio.
“Como medida de precaução, a MSC instruiu todos os navios que operam atualmente na região do Golfo, e aqueles que se dirigem para essa zona, que vão para zonas de refúgio seguras até novo aviso”, anunciou a companhia em comunicado.
“A MSC suspendeu todas as reservas de carga mundial com destino à região do Oriente Médio até nova ordem”, acrescentou.
A companhia de navegação dinamarquesa Maersk também anunciou que, devido à deterioração da situação resultante do conflito no Irã suspenderá o trânsito de seus navios pelo Estreito de Ormuz “até novo aviso”.
“A segurança de nossas equipes, navios e mercadorias dos clientes é a nossa prioridade número um. Suspendemos todo o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz até novo aviso”, informou a empresa em um comunicado em seu portal na internet.
A alemã Hapag-Lloyd, 5ª maior empresa de navegação do mundo, também suspendeu todas as travessias pelo Estreito de Ormuz.
Já a DP World, empresa líder global em logística e gestão portuária, suspendeu as operações no porto de Jebel Ali, em Dubai, segundo um comunicado enviado a clientes e visto pela Bloomberg neste domingo.
Depois dos ataques realizados pelo Irã e Israel contra o Irã, no sábado, a República Islâmica retaliou contra países de toda a região, incluindo interesses dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein. As hostilidades também retardaram o movimento de navios, incluindo aqueles que transportam petróleo e gás, entrando e saindo do Estreito de Ormuz, em meio a avisos para evitar a estreita via navegável.
Jebel Ali, o porto de contêineres mais movimentado do mundo fora da Ásia, registrou um incêndio em um de seus decks de atracação causado pela queda de destroços de uma interceptação aérea, informou anteriormente o Escritório de Mídia de Dubai na rede X. Equipes da Defesa Civil tentavam conter as chamas, segundo a publicação feita no início da manhã de domingo.
As interrupções logísticas representam um duro golpe para a região, onde centros de negócios como Dubai dependem do comércio, do turismo, do transporte e das finanças, além da reputação de porto seguro em uma vizinhança turbulenta.
As duas maiores companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos interromperam voos, e aeroportos foram danificados por destroços de ataques após o início do conflito no fim de semana.
Fonte: O Globo






