MPor projeta investimentos de R$ 41,7 bilhões do FMM em novos projetos
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou nesta terça-feira (24), em Brasília, a carteira de projetos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), com projeção de R$ 41,7 bilhões em investimentos em 890 obras. São previstos a construção de 612 embarcações, 115 serviços de reparo e docagem, 141 modernizações, implantação de seis estaleiros, 13 projetos portuários e três terminais de transbordo, envolvendo 62 empresas beneficiadas e 32 estaleiros.
Os investimentos previstos estão distribuídos por todas as regiões do país, sendo R$ 14,1 bilhões para a Sul, R$ 11,9 bilhões para a Nordeste, R$ 10,4 bilhões para a Sudeste e R$ 5,3 bilhões para a Norte. Entre os projetos, destacam-se, segundo a pasta, o da Bram Offshore, em Santa Catarina, de R$ 2,6 bilhões, o da Wilson Sons, no Sudeste, de R$ 1,1 bilhão, o da DOF Subsea, na Bahia, de R$ 2,8 bilhões, e o da Plataforma Logística do Amapá, de R$ 1,5 bilhão.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério, os investimentos aprovados pelo FMM passaram de R$ 22,8 bilhões de 2019 a 2022 para R$ 87,7 bilhões de 2023 a 2026. Já a carteira contratada saltou de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, consolidando 2025 como o ano de maior execução financeira.
O secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos e presidente do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), Tomé Franca, disse que os números confirmam a retomada dos investimentos no setor. Segundo ele, os financiamentos do Fundo da Marinha Mercante aumentam a eficiência e a competitividade do país, além de gerar emprego e renda.
Também na terça-feira, a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), em parceria com a Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon), promoveu o Café Hidroviário, reunindo representantes do setor público e privado para discutir o papel da navegação interior no desenvolvimento logístico. Foram debatidos desafios e oportunidades para ampliar o uso dos rios como alternativa mais eficiente e sustentável de transporte, com foco na melhoria da infraestrutura, na renovação da frota e no aprimoramento do transporte de passageiros.
Fonte: Portos e Navios






