Mergulhadores de plataformas da Petrobras paralisam atividades
Os mergulhadores que atuam na montagem, manutenção, inspeção e prevenção de acidentes petrolíferos nas plataformas, dutos e poços submersos da Petrobrás em Sergipe e Alagoas decidiram paralisar as atividades.
Segundo o Sindipetro, a empresa terceirizada que atua com a equipe de mergulho tem praticado inúmeras irregularidades desde que iniciou o contrato, em 12 de janeiro.
De acordo com o sindicato, a empresa descumpre normas de segurança, cláusulas contratuais e a convenção coletiva de trabalho.
Ainda segundo o sindipetro, as condições precárias colocam em risco a vida dos trabalhadores e prejudicam a produção.
Motivos da Paralisação
- Salários não são pagos integralmente
- Ausência de pagamento de vários adicionais, dentre eles o adicional de índice orgânico (IDO).
- Dobras de jornada: extrapolação constante da jornada de 14×14 em turnos de 12 horas, e horas extras.
- Não emissão de contra cheque.
- Realização de mergulho sobre máquina, com embarcação ligada, o que é proibido pela NORMAN 15 (Normas da Autoridade Marítima para Atividades Subaquáticas).
- Realização mergulhos em profundidade maior que 30 metros.
- Falta de manutenção das embarcações.
- Utilização de linhas umbilicais de péssima qualidade na embarcação.
- Ausência de médicos com experiência para atender aos mergulhadores.
- Índice elevado de ruído nos camarotes da lancha além de forte cheiro de combustível.
- Comida de péssima qualidade e muitas vezes ausência de fornecimento da alimentação.
- Cancelamento do plano de saúde e odontológico por falta de pagamento.
- Empresa não tem dinheiro para comprar combustível para as duas embarcações e assim quando uma vai sair ele faz o transbordo de uma embarcação para a outra, causando vazamentos. Por este motivo no dia 04/05 ocorreu o vazamento de 2000 litros de óleo diesel no mar.
- Motorista que faz o transporte dos funcionários não recebe há quatro meses.
Fonte: G1 SE






