Mercosul Line já investiu US$ 200 milhões em três novos navios

Mercosul Line já investiu US$ 200 milhões em três novos navios

Investimentos fazem parte do programa de US$ 4 bilhões do Grupo Maersk no Brasil

Como parte do programa de investimento de US$ 4 bilhões do Grupo Maersk no Brasil, a Mercosul Line já investiu US$ 200 milhões em três novos navios, atendendo clientes de Manaus a Itajaí e transportando mercadorias para Montevidéu, no Uruguai, e Buenos Aires, em sua rota do Rio da Prata, além do Litoral brasileiro.

A empresa em conjunto com a Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem) está negociando com Brasília a redução de custos para os produtores e consumidores brasileiros. Há uma maior compreensão do que a indústria está tentando fazer e existe uma disposição para ajudar a indústria da cabotagem. São muitas as prioridades para o governo, incluindo a infraestrutura.

Quanto a 2015, a empresa está otimista, após a eleição presidencial. “Um setor de cabotagem mais forte no Brasil reduziria claramente a necessidade de cerca de 2 milhões de caminhões nas estradas do País e os benefícios seriam imensuráveis para a sociedade, bem como para os produtores. Isto pode ser alcançado em muitos níveis”, diz Roberto Rodrigues, diretor da Mercosul Line.

Os incentivos fiscais sobre o combustível bunker ou condições mais equitativas em relação ao diesel são algumas das ações que, segundo ele, podem ajudar a fortalecer as empresas de transporte e ajudá-las a aumentar sua competitividade. O combustível bunker é regulado internacionalmente e os preços são mais elevados do que o diesel brasileiro subsidiado. Menos burocracia e um desembaraço de contêineres mais rápido também ajudariam.

“As empresas gostam de usar caminhões, pois é fácil contratar um a qualquer momento. O problema é o custo. Entretanto, se as empresas puderem desenvolver uma cadeia de fornecimento sofisticada com foco na redução de custos e poluição, descobrirão que a cabotagem faz mais sentido. Para reduzir os roubos nas rodovias do Brasil, apoiem a cabotagem,” disse Rodrigues.

Fonte: Guia Marítimo