Marinha intensifica patrulha no Rio Madeira contra pirataria fluvial

Marinha intensifica patrulha no Rio Madeira contra pirataria fluvial

Marinha do Brasil reforçou sua presença operacional no Rio Madeira ao intensificar ações de patrulha naval e inspeção fluvial contra a pirataria, o garimpo ilegal e outros ilícitos transfronteiriços que ameaçam a segurança da navegação e o abastecimento de combustíveis na Amazônia. A operação teve início em 21 de novembro e ocorre em parceria direta com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Poder Naval e meios empregados

A operação é conduzida pelo Comando do 9º Distrito Naval, com o emprego dos Navios-Patrulha Fluvial Amapá e Rondônia, além da aeronave UH-12 do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste. Esses meios permitem vigilância aérearesposta rápida e controle de áreas ribeirinhas de difícil acesso.

As ações contam ainda com equipes de Inspeção Naval da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, da Agência de Itacoatiara, da Capitania Fluvial de Porto Velho e da Agência de Humaitá, atuando de forma integrada com a Lancha Blindada Ariranha, da SSP-AM. O apoio de geointeligência do CENSIPAM amplia a capacidade de detecção de atividades ilegais ao longo da calha do rio.

Impacto na segurança e no abastecimento

Rio Madeira é uma das principais rotas logísticas da Região Norte, especialmente para o transporte de combustíveis, alimentos e insumos estratégicos. A escalada de roubos armados, conhecida como pirataria fluvial, vinha elevando riscos para tripulações e pressionando custos logísticos.

Ao intensificar a presença naval, a Marinha contribui diretamente para a proteção da vida humana, a redução da criminalidade organizada e a estabilidade econômica regional, além de apoiar as forças estaduais no enfrentamento a quadrilhas especializadas em crimes fluviais.

Crimes ambientais e presença do Estado

Durante as ações de patrulha, foram identificadas diversas dragas em atividade ilegal, tanto próximas às margens quanto no leito do rio. Em vários casos, os ocupantes abandonaram os equipamentos e fugiram pela mata ao perceberem a aproximação das equipes navais, evidenciando o efeito dissuasório da operação.

Até o momento, 26 embarcações foram abordadas, com registro de uma notificação e uma apreensão. Embora não tenham ocorrido prisões, a Marinha e a SSP-AM seguem com operações contínuas, reforçando a presença do Estado, o combate aos crimes ambientais e a segurança da navegação em áreas sensíveis da Amazônia.

Fonte: Defesa em Foco