Marinha intensifica monitoramento da navegação em reservatórios de Goiás

Marinha intensifica monitoramento da navegação em reservatórios de Goiás

Os recém-formados lagos das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em Cristalina (GO) se tornaram novos pontos de atenção para a Marinha do Brasil. Para garantir segurança na prática de esportes náuticos e atividades de lazer, a Capitania Fluvial de Brasília iniciou operações aéreas com helicóptero UH-12, mapeando áreas estratégicas para fiscalização.

No dia 18 de setembro, o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-1) apoiou uma operação de esclarecimento aeronaval sobre os reservatórios das PCHs Gameleira e Tamboril, no rio São Bartolomeu. A ação teve como objetivo mapear as áreas alagadas e identificar pontos estratégicos para o desembarque de equipes de Inspeção Naval.

Segundo informações dos empreendimentos, cada reservatório ocupa aproximadamente 5 km², com volume de cerca de 21 milhões de m³ de água, ampliando significativamente a área de atuação da Capitania Fluvial de Brasília. Para comparação, o Lago Paranoá, em Brasília, tem 48 km² e cerca de 460 milhões de m³.

“As imagens são importantes para sabermos a extensão da área. A partir delas, constatamos que há grande potencial para esportes e recreação, ampliando os pontos de atenção da Capitania”, explicou o Capitão dos Portos de Brasília, Capitão de Fragata Wanderson Morais Ramos.

Impacto para a população e lazer
Os novos corpos d’água já despertam interesse da população local e de turistas, especialmente para a prática de esportes náuticos como jet ski, canoagem e vela, além de atividades de pesca e lazer. Esse aumento de circulação exige que a Marinha adote ações preventivas para evitar acidentes e garantir a segurança dos usuários.

A fiscalização prevista para ocorrer ainda este ano busca orientar comunidades ribeirinhas, proprietários de embarcações e frequentadores ocasionais. “É fundamental que todos compreendam a importância das normas de navegação para preservar vidas e o meio ambiente”, destacou o Comando da CFB.

Assim, a presença da Marinha reforça não apenas a segurança da navegação, mas também o elo de confiança com a sociedade, que passa a contar com maior proteção em áreas recém-abertas ao uso público.

Estratégia e papel da Marinha
A ação representa um avanço no monitoramento das vias navegáveis brasileiras, ao integrar meios aéreos e fluviais em um mesmo esforço de fiscalização. O uso do UH-12 Esquilo, aeronave em operação na Marinha desde 1979, demonstra a versatilidade da Aviação Naval em missões de reconhecimento visual, transporte, busca e resgate e combate a incêndios.

Para o Comandante do EsqdHU-1, Capitão de Fragata Ricardo Carvajal Oliveira, que atua na Aviação Naval há quase três décadas, a aeronave é símbolo de confiabilidade e prontidão. O lema do esquadrão resume o espírito da operação: “Preparado para tudo.”

A iniciativa reforça o papel da Marinha de proteger os usos múltiplos das águas interiores, garantindo a segurança, a ordem e a soberania em regiões estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Fonte: Defesa em Foco