Marinha amplia presença no Atlântico e reforça soberania marítima

Marinha amplia presença no Atlântico e reforça soberania marítima

Marinha do Brasil reforça sua presença no Atlântico Sul em um cenário global marcado por incertezas estratégicas. Por meio de nova comissão do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira”, o País amplia o conhecimento sobre sua Plataforma Continental, consolidando ações essenciais para a soberania marítima.

LEPLAC e o conhecimento estratégico do mar

Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC) é um dos principais programas da Marinha do Brasil voltados à expansão do conhecimento sobre o fundo do mar. A missão do navio “Vital de Oliveira” percorreu mais de 1.389 milhas náuticas, coletando dados essenciais para a delimitação da plataforma continental.

Tecnologias como ecobatímetro multifeixe e sísmica rasa permitem mapear o relevo submarino com precisão. Esses dados são fundamentais para sustentar juridicamente a ampliação das áreas marítimas brasileiras em organismos internacionais.

Ampliação da área marítima e riquezas estratégicas

O trabalho técnico já resultou no reconhecimento, pela Organização das Nações Unidas, da ampliação de cerca de 360 mil km² da área marítima brasileira na Margem Equatorial. Essa expansão garante ao Brasil o direito de explorar recursos naturais como petróleo, gás e minerais.

A área adicionada é comparável ao território da Alemanha, evidenciando o impacto estratégico da iniciativa. O controle dessas regiões fortalece a segurança energética e econômica do país.

Amazônia Azul e soberania no cenário global

Com cerca de 95% do comércio exterior brasileiro dependente do mar, a proteção da chamada Amazônia Azul torna-se prioridade estratégica. Em um cenário de tensões globais e disputas por rotas marítimas, o domínio do espaço oceânico é essencial para a soberania nacional.

A inclusão da Amazônia Azul no mapa oficial do Brasil reforça a consciência sobre a importância desse patrimônio. Iniciativas como o LEPLAC demonstram que conhecer o mar é condição para protegê-lo e desenvolvê-lo.

Fonte: Defesa em Foco