Maersk Line procura novas formas de reduzir sua capacidade
Para companhia, as exportações têm leve recuperação, mas cenário brasileiro ainda é ruim
As exportações estão se recuperando novamente, mas o Brasil está, potencialmente, caminhando para o seu pior Natal desde 2003. Diante do cenário, a Maersk Line está procurando novas formas de reduzir sua capacidade.
Para a companhia, o cenário desafiador mostra uma queda na confiança do consumidor e uma preocupação com o possível racionamento de água e energia e o desempenho econômico do Brasil em 2015 com a recessão que o País atravessa.
Segundo mostra o relatório Maersk Line do Comércio – Terceiro Trimestre de 2014 elaborado com a Dataliner, as importações da Ásia estavam em território negativo, salientando o pressentimento de que o Brasil está a caminho de um Natal ruim. Por outro lado, a depreciação do Real está, pela primeira vez, beneficiando os exportadores, impulsionando a demanda de produtos como papel, madeira e café e ajudando a compensar a queda nas importações.
“A economia brasileira continua a enfraquecer, levando-nos a analisar sobre como podemos reduzir a capacidade das rotas brasileiras mais adiante e otimizar custos e redes para oferecer fretes competitivos para os nossos clientes”, explicou Peter Gyde, diretor da Maersk Line no Brasil. No total de importações e exportações brasileiras por contêineres para o resto do mundo, o relatório mostra um crescimento de 3% no terceiro trimestre.
No entanto, o resultado foi menor do que no segundo e primeiro trimestres, quando o volume de importações e exportações aumentou, respectivamente, 3,8% e 4,1%. Em termos de exportações e importações para o terceiro trimestre, o anterior expandiu 4%, enquanto que o último caiu 7%.
“O fraco Real, finalmente, está ajudando o Brasil a tornar-se mais competitivo agora que o dólar atravessou a marca de BRL2.50, mas o crescimento de atividade do comércio nacional é menor e faz um ano desde que o Real começou a se desvalorizar de forma significativa antes de vermos qualquer desenvolvimento positivo nas exportações”, disse Gyde. Para o Natal, a expectativa é menos positiva em relação à fabricação de produtos e as importações caíram 0,9% no terceiro trimestre.
Fonte: Guia Marítimo






