União entre empresários e governo pode evitar mais demissões na indústria naval
Com o aprofundamento da crise econômica no Brasil, o desemprego tem se tornado cada vez mais frequente nos setores como a agricultura, a construção civil e administração pública. No Rio de Janeiro, no entanto, o caso mais alarmante ocorre na indústria naval, principal geradora de empregos do estado, que cortou cerca da metade de suas vagas em 2015.
Os estaleiros do estado se veem como reféns da situação caótica que se instaurou no setor petroleiro. A Petrobras, envolta em graves problemas financeiros decorrentes das investigações da Operação Lava Jato e da constante queda do preço do barril de petróleo, não está em condições de realizar, na média de anos anteriores, as contratações de que a indústria naval tanto depende. No que se desenha como um efeito em cadeia, empresas prestadoras de serviço aos estaleiros, já em dificuldades, também acabam arrecadando menos e demitindo mais.
Para reverter este cenário a indústria naval acredita que um maior envolvimento do governo é necessário para buscar uma solução visando reduzir o número de demissões. Uma crise dessa envergadura no segmento pode trazer graves consequências também para outros setores, dependentes da venda de produtos e serviços para os estaleiros.






