Independentes de O&G lideram investimentos no Espírito Santo

Independentes de O&G lideram investimentos no Espírito Santo

Duas das três maiores empresas a investir no Espírito Santo nos próximos quatro anos são operadoras de petróleo e gás independentes. A informação foi dada pelo gerente executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Lucas de Mota Lima, durante o evento São Mateus Óleo, Gás e Energia 2026 (Samog.e), realizado nos dias 4 e 5 desta semana no município do Espírito Santo.

“Essas empresas desempenham uma função vital da economia do estado do Espírito Santo, disse o executivo da Abpip, após ter participado do evento. 

Segundo a Abpip, o Espírito Santo produziu em 2025 cerca de 210,5 mil boe/de 4,96 milhões de m³/d de gás natural, marcando uma retomada da produção frente ao declínio visto em 2022. O offshore segue com os volumes, cerca de 201,3 mil boe/d, e o onshore com 9,2 mil boe/d. No gás natural, a produção terrestre gira em torno de 0,12 milhão de m³/d, frente ao total estadual de quase 5 milhões de m³/d.

A Petrobras permanece como principal operadora no estado, encerrando dezembro de 2025 com cerca de 190,4 mil boe/d, aproximadamente 90% do total estadual em petróleo equivalente, além de 4,36 milhões de m³/d de gás natural.

Os operadores independentes, considerados de forma agregada, incluindo os associados da Abpip, encerraram dezembro de 2025 com aproximadamente 20,1 mil boe/d no total, o que representa cerca de 10% do petróleo equivalente estadual; e 0,60 milhão de m³/d de gás natural, equivalente a aproximadamente 12% do gás produzido no estado.

Considerando o crescimento da produção independente não só no Espírito Santo, mas no Brasil como um todo, Lucas vê uma tendência de alta também para 2026. “Nós acreditamos que o ano de 2026 ainda permanecerá com o crescimento das empresas independentes, com investimentos de recursos. Existe aí um plano de investimentos robusto a ser realizado pelas independentes”, afirmou.

Atualmente, operam no Espírito Santo as empresas BGM, Brava Energia, BW Energy, Capixaba Energia, CNOOC, Elysian Petroleum, Imetame, Mandacaru Energia, Mangellan Energia, Origem Energia, Petrobras, Repsol, Seacrest e Vipetro. 

Modernização do licenciamento ambiental e infraestruturas 

Lucas de Mota Lima também destacou a contribuição do ambiente regulatório do Espírito Santo para o crescimento das independentes no estado. Ele deu como exemplo que a adequação das normas de licenciamento ambiental no Espírito Santo, já foram atualizadas de acordo com a Lei nº 15.190/2025 (Lei Geral do Licenciamento Ambiental), que  entrou em vigor no começo de fevereiro deste ano .

“Hoje você tem uma lei de licenciamento ambiental moderna, e pode até ser considerada como  benchmarking  pro Brasil em relação a outros estados, como o Rio Grande do Norte”, explicou Lima. 

Na sua avaliação, a lei no Espírito Santo é moderna e que o estado está sempre melhorando o marco ambiental, “dando melhores condições para a prática produtora”.

Outro ponto importante é a infraestrutura, que Lima considera como positiva e que o estado vem “fazendo o dever de casa”. Além das rodovias, percebe-se novos portos sendo construídos, interligações de ferrovias com Minas Gerais e com a malha nacional. 

“Você está vendendo um conglomerado logístico: a parte de terminais, hidrovias, a parte aérea. Tudo isso integrado e, de certa forma, torna o estado mais competitivo em termos de infraestrutura e atração de investimentos, principalmente no norte do estado, onde está equipado com a produção de óleo em terra”, disse o gerente executivo da Abpip.

Fonte: Revista Brasil Energia