IMO identifica 529 navios com bandeiras nacionais fraudulentas e 356 sem registro em sociedade classificada

IMO identifica 529 navios com bandeiras nacionais fraudulentas e 356 sem registro em sociedade classificada

A Organização Marítima Internacional (IMO) informou que já acordos operando sob bandeiras falsas 529 embarcações, das quais 356 não têm classificação por nenhuma sociedade classificada. Os dados, divulgados em fevereiro de 2026, foram compilados com o apoio de seleção da S&P Global e publicados na plataforma do Sistema Integrado Global de Informações Marítimas (GISIS) da entidade.

A lista detalha os casos por país cujo embarque foi fraudulento e seu tipo, abrangendo petroleiros, graneleiros, porta-contêineres e barcos menores. Segundo a IMO, o problema não se limita a uma única região e há registos divulgados por governos de países da África, da Europa, do Caribe e da Oceania.

Na Europa, os Países Baixos informaram ter identificado dois sites falsos que alegavam emitir certificados de São Martinho, um território holandês no Caribe, e 17 embarcações com bandas falsas. A França relatou uma página falsa da administração marítima vinculada à Ilha Matthew, parte da Nova Caledônia, arquipélago sob administração francesa no Oceano Pacífico, e o Reino Unido informou que os embarques estão usando identificação das Bermudas, ilha caribenha controlada pelos britânicos.

Na África, há registro de uso fraulento da bandeira do Malawi, além de Timor-Leste e Lesoto, que informaram à IMO que não operaram registros internacionais após a descoberta de certificados fraudulentos em seus nomes. Também no continente africano, Benim, Gâmbia, Botsuana, Mali, Guiné e Comores relataram ter identificado sites e embarques usando de forma fraudulenta suas bandeiras.

Na Oceania, o governo de Tonga notificou ter identificado 13 navios-tanque usados ​​indevidamente em sua bandeira. O governo tonganês informou, no entanto, à Organização Marítima Internacional que o seu registo foi encerrado em 2002 e que as embarcações estrangeiras que usam a sua bandeira devem ser tratadas como apátridas perante o direito internacional.

A tabela de dados da IMO inclui ainda 74 embarcações com bandeiras fraudulentas da Guiana, 35 de Aruba e 32 de Curaçao, além de números menores em outros estados e territórios. De acordo com a Organização, os navios que operam sob registros falsos podem evitar inspeções de segurança, avaliações de arrombamento ou ocultar detalhes de propriedade. Por isso, há expectativa de que o secretariado da IMO peça ao Comitê Jurídico que adote medidas adicionais para prevenir práticas ilegais de registro de navios e fortalecer os processos de verificação. O objetivo é eliminar as brechas que permitem que embarcações de identidade operem anonimamente sob nacionais falsificadas.

Fonte: Revista Portos e Navios’