Ghenova Brasil participa do projeto dos 5 novos gaseiros da Transpetro
A Ghenova Brasil está participando do projeto que envolve a construção de cinco gaseiros para a Transpetro pelo Estaleiro Rio Grande (ERG), da Ecovix. O contrato de parceria da Petrobras com o construtor foi assinado na última terça-feira (20), em Rio Grande (RS), e prevê navios pressurizados destinados ao transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) e de derivados, sendo três com capacidade de 7.000 metros cúbicos (m³) e dois com 14.000 m³. A Ghenova contribuirá com a engenharia completa do projeto, incluindo design do navio e projeto conceitual.
A empresa destaca que o projeto foi desenvolvido inicialmente ‘Tailor Made’, sob medida para os requisitos do edital. “Fechamos parceria com a Ecovix desde os primórdios do edital, fazendo os ajustes necessários para poder atender aos requisitos da Transpetro e ajudando na modelagem da proposta ganhadora”, contou o CEO da Ghenova, Frederico Cupello (foto).
Com a assinatura do contrato, agora a equipe da Ghenova atuará nas próximas fases, que incluem projeto básico, detalhamento e assistência técnica à construção. Cupello explicou que são dois modelos de navios de transporte pressurizados, conforme especificações da licitação da Transpetro.
“A eficiência energética foi muito levada em conta no nosso design. Esses navios estão preparados para cumprir as últimas normativas de eficiência energética e redução de emissões”, ressaltou. Ele acrescentou que as embarcações serão ajustadas com a possibilidade de propulsão a partir da queima de metanol, caso esse combustível seja adotado futuramente pela Transpetro.
O investimento total nessas construções totaliza R$ 2,2 bilhões, conforme divulgado pelos contratantes. A expectativa é que a frota de gaseiros da Transpetro seja ampliada de 6 para 14 unidades, triplicando a capacidade atual de transporte de GLP e resultados — um outro edital com três outros gaseiros está em curso. De acordo com a Petrobras, os novos gaseiros serão até 20% mais eficientes no consumo de energia e reduzirão as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 30%. O lançamento da primeira unidade está previsto até 33 meses após o início das obras, com novas entregas a cada seis meses.
Cupello disse que a Ghenova vem acompanhando de perto o programa de renovação e modernização da frota do Sistema Petrobras — atualmente denominado ‘Mar Aberto’, e participando de algumas concorrências, como o primeiro edital lançado — dos quatro petroleiros da classe Handy — cujo estaleiro parceiro não bidou.
A Ghenova também monitora no mercado oportunidades de encomendas de barcos de apoio offshore e de trens hidroviários (barcaças e empurradores), que estão no escopo de design de navios. O executivo disse que a empresa vem sendo consultada por estaleiros que já possuem encomendas para diferentes cotações e fases dos projetos.
Há 15 anos presente no mercado brasileiro, a Ghenova buscou a multidisciplinaridade e ampliou a atuação em projetos de detalhamento no setor naval e offshore, além de outros segmentos como defesa e petroquímico. “Hoje somos uma empresa de design de navios que apoia clientes em todas as fases, desde a concepção, até projetos básicos e de detalhamento”, frisou.
Cupello lembrou que, durante a crise da construção naval da última década no Brasil, muitas empresas do ramo fecharam e algumas estrangeiras reduziram atividades e deixaram o país. Ele ponderou que, nesse período, a Ghenova buscou nichos que estavam aquecidos, como o de embarcações fluviais. O executivo considera que a robustez internacional do grupo também contribuiu para manter a equipe no Brasil, inclusive apoiando projetos no exterior.
“Isso hoje nos deixa um lugar privilegiado no mercado porque, quando as demandas começam a ressurgir, nossa equipe está confiante e habituada com as demandas locais, com corpo técnico local que conhece particularidades do mercado”, afirmou. “No nosso braço brasileiro de Ghenova, estamos orgulhosos de levantar a bandeira de que a indústria naval brasileira está viva (…). A engenharia naval brasileira está viva, com capacidade e qualidade”, completou Cupello.
Fonte: Revista Portos e Navios






