Frota de apoio marítimo inicia 2026 com 477 embarcações

Frota de apoio marítimo inicia 2026 com 477 embarcações

A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras (AJB) iniciou o ano de 2026 com 477 embarcações. A verificação tem quatro unidades a mais do que no mês anterior e 18 unidades a mais do que em janeiro de 2025 (459), de acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Do total contabilizado em janeiro, 387 corresponderam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira.

Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 217 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 118 de bandeira brasileira. Cerca de 102 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.

Assim como em dezembro, as embarcações com bandeira nacional corresponderam a 81% da frota de apoio offshore em janeiro, enquanto 19% representaram as embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Nos meses anteriores, os percentuais de participação da bandeira nacional na atividade oscilaram entre 81% e 84%.

Em dezembro de 2025, a frota totalizou 473 embarcações, das quais 383 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira. Em novembro de 2025, a frota somava 472 embarcações, 382 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira. A frota de apoio em outubro tinha 381 unidades de bandeira nacional e 82 estrangeiras. Em setembro, eram 386 unidades de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras. Em agosto, 387 de bandeira brasileira e 74 de bandeiras de outros países. Em julho, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 463 embarcações, das quais 386 de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras.

Em junho, foram 385 de bandeira brasileira e 79 de bandeiras estrangeiras. Em maio, havia 385 de bandeira brasileira e 79 de bandeiras estrangeiras, totalizando 464 unidades. Em abril, havia 386 de bandeira brasileira e 76 de bandeira estrangeira. Em março, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 459 embarcações, das quais 386 de bandeira brasileira e 73 de bandeiras estrangeiras. Em janeiro e em fevereiro, também foram 459 embarcações, das quais 382 de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras.

De acordo com a publicação, a frota em janeiro de 2026 era composta por 42% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate ao derramamento de óleo), totalizando 202 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 68 unidades no período (14%), enquanto 63 barcos eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que atingiram 13% do total. Outros 35 barcos de apoio eram RSVs (embarcações equipadas com robôs), 23 PLSVs (lançamento de linhas), 22 eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e barcos de tripulação (transporte de tripulantes), e 16 MPSVs (multipropósito).

A Bram Offshore/Alfanave, do grupo Edison Chouest, permanece como a empresa de navegação com mais embarcações em operação, ou aguardando contratada, com 78 unidades (11 estrangeiras), seguida pela CBO, que opera 45 barcos de apoio com bandeira brasileira e pela OceanPact, com 28 (duas estrangeiras). Starnav e Tranship aparecem na sequência, respectivamente, com 28 (1 estrangeira) e 27 (1 estrangeira).

A DOF/Norskan consta com 18 de bandeira brasileira e 7 de bandeira estrangeira. A Wilson Sons Ultratug (WSUT), com 23 embarcações (22 de bandeira brasileira), vem logo em seguida. A Camorim vem com 18 unidades, das quais 17 unidades de bandeira brasileira e uma de bandeira estrangeira.

A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 49 PSVs/OSRVs, 12 AHTS, 9 RSVs, 4 WSV(estimulação de poços) e 3 CSV/MPSVs (multi-função), entre outras embarcações. A CBO (13), a Bram (12) e a DOF/Norskan (11) foram, respectivamente, as empresas de apoio offshore que, em janeiro, tinham mais AHTS nas suas frotas. A Tranship permanece como a empresa com mais embarcações LH/SV: 23 unidades, seguidas pela Camorim, que tem 15 unidades com essas especificações.

Nem todas as unidades envolvidas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado local, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferiores a 1.000. Os dados foram obtidos em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.

Fonte: Revista Portos e Navios