Frota de apoio em AJB volta a crescer e totaliza 472 embarcações

Frota de apoio em AJB volta a crescer e totaliza 472 embarcações

Após um período de maior estabilidade, a frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras (AJB) voltou a crescer em novembro e totalizou 472 embarcações — 9 unidades a mais do que em outubro e 19 unidades a mais do que em novembro de 2024. De acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), 382 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira, na posição de novembro de 2025. No mesmo mês do ano passado, a frota era composta por 382 embarcações de bandeira nacional e 71 estrangeiras.

Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 214 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 118 de bandeira brasileira. Cerca de 99 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.

Em novembro, as embarcações com bandeira nacional representam 81% da frota de apoio offshore, enquanto 19% correspondem às embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Nos meses anteriores, os percentuais de participação da bandeira nacional na atividade oscilaram entre 82% e 84%. Em outubro eram 82% nacionais e 18% estrangeiros.

A frota de apoio em outubro tinha 381 unidades de bandeira nacional e 82 estrangeiras. Em setembro, eram 386 unidades de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras. Em agosto, 387 de bandeira brasileira e 74 de bandeiras de outros países. Em julho, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 463 embarcações, das quais 386 de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras.

Em junho, foram 385 de bandeira brasileira e 79 de bandeiras estrangeiras. Em maio, havia 385 de bandeira brasileira e 79 de bandeiras estrangeiras, totalizando 464 unidades. Em abril, havia 386 de bandeira brasileira e 76 de bandeira estrangeira. Em março, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 459 embarcações, das quais 386 de bandeira brasileira e 73 de bandeiras estrangeiras. Em janeiro e em fevereiro, também foram 459 embarcações, das quais 382 de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras.

De acordo com a publicação, a frota em novembro era composta por 43% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate ao derramamento de óleo), totalizando 203, a mesma quantidade de barcos do mês anterior. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 69 unidades no período (14%), cinco unidades a mais do que em outubro.

Outros 13% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que incluíam 63 barcos, enquanto 34 eram RSVs (embarcações equipadas com robôs), 22 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e barcos de tripulação (transporte de tripulantes), 16 MPSVs (multipropósito) e CSVs (apoio a construção offshore), além de 22 PLSVs (lançamento de linhas).

Nas edições anteriores, o Syndarma/Abeam promoveu reclassificações do tipo de alguns embarques em virtude da incorporação de equipamentos que ensejaram alteração da atividade principal desenvolvida pelo embarque, ou por novos agrupamentos por tipos de embarque. “Estas reclassificações e agrupamentos não resultaram na adição ou subtração de embarques, portanto sem impacto no total de embarques em relação ao relatório anterior”, ressaltou a entidade.

A Bram Offshore/Alfanave, do grupo norte-americano Edison Chouest, permanece como a empresa de navegação com mais embarcações em operação, ou aguardando contratado, com 78 unidades (11 estrangeiras), seguida pela CBO, que opera 45 barcos de apoio com bandeira brasileira. A OceanPact e a DOF/Norskan aparecem na sequência, respectivamente, com 28 (duas estrangeiras) e 27 (18 de bandeira brasileira e 9 estrangeiras), seguidas pela Starnav com 25 de bandeira brasileira e duas estrangeiras.

Segundo o relatório, a Tranship aparece com 27 barcos de apoio, sendo apenas uma de bandeira brasileira. A Wilson Sons Ultratug (WSUT), com 23 embarcações (22 de bandeira brasileira), vem logo em seguida. A Camorim vem com 18 unidades, das quais 17 unidades de bandeira brasileira e uma de bandeira estrangeira.

A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 49 PSVs/OSRVs, 12 AHTS, 9 RSVs, 4 WSV(estimulação de poços) e 3 CSV/MPSVs (multi-função), entre outras embarcações. A CBO e a DOF/Norskan é uma empresa de apoio offshore que, em novembro, tinha mais AHTS: 13 embarcações desse tipo. A Tranship permanece como a empresa com mais embarcações LH/SV: 23 unidades, seguidas pela Camorim, que tem 15 unidades com essas especificações.

Nem todas as unidades envolvidas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado local, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferiores a 1.000. Os dados foram obtidos em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.

Fonte: Revista Portos e Navios