Eneva lucra R$ 1,16 bi em 2025, 2.655,3% a mais que em 2024

Eneva lucra R$ 1,16 bi em 2025, 2.655,3% a mais que em 2024

A Eneva fechou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido de R$ 57 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 1,06 bilhão registrado no mesmo período do ano passado. No ano, o lucro líquido da empresa somou R$ 1,16 bilhão, alcançando uma alta recorde de 2.655,3% sobre o lucro de R$ 42 milhões em 2024.

Tanto a receita do trimestre quanto a anual apresentaram aumento, de 24,5% e de 61,7%. No 4T25, o valor foi de R$ 6 bilhões, enquanto no 4T24 foi de R$ 4,8 bilhões. Já em 2025 foi de R$ 18,4 bilhões e em 2024 de R$ 11,3 bilhões.

No segmento Upstream, a receita operacional líquida do 4T25 teve alta de 18,1%, indo de R$ 330 milhões a R$ 389,7 milhões.

Segundo a Eneva, o resultado foi impulsionado pelo aumento das receitas variáveis, acompanhando o maior volume de gás produzido no Complexo Parnaíba para atender ao despacho do SIN no 4T25 e os maiores preços de venda de energia no 4T25 frente ao 4T24.

Aumento das reservas na Bacia do Parnaíba

Na quinta-feira (5), a Eneva publicou o relatório de certificação de reservas da Bacia do Parnaíba, referente a 31 de dezembro de 2025 e elaborado pela consultoria independente Gaffney, Cline & Associates, Inc. (GCA).

Foram registradas reservas provadas e prováveis (2P) de 37,932 bilhões de m³ e de 1,57 milhões de barris de condensado. Com isso, o índice de reposição de reservas de gás natural no período atingiu 111% na Bacia do Parnaíba.

Veja abaixo as reservas de gás e condensado certificadas pela GCA:

Reservas de Gás Natural e Condensado nos Campos e Área de Desenvolvimento da Bacia do Parnaíba (Fonte: Eneva)

As reservas consolidadas para a Bacia do Parnaíba abrange os campos e área de desenvolvimento de Gavião Real, Gavião Azul, Gavião Branco, Gavião Branco Norte, Gavião Branco Sudeste, Gavião Vermelho, Gavião Caboclo, Gavião Preto, Gavião Tesoura, Gavião Carijó, Gavião Belo, Gavião Mateiro, Gavião Vaqueiro e Gaviãozinho (parte da área do PAD Colinas declarada comercial).

Fonte: Revista Brasil Energia