Nos últimos dois anos, tivemos um aquecimento exponencial na Marinha Mercante, com aumento do frete no longo curso de 153% (segundo o site agro link – Seane Lennon) entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, alguns indicadores apontam que o aumento foi ainda maior por falta de navios.
Já na cabotagem, segundo a ABAC (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem) foi registrado um aumento de 20%, demonstrando o quanto é importante para o BRASIL ter navios próprios para não ficar refém da volatilidade dos fretes no mundo de crescente ebulição quase entrando em colapso. Cabe lembrar que em um possível conflito, o país que tiver navios próprios, sejam eles cargueiros, gaseiros, quimiqueiros, petroleiros ou outros, manterá seu abastecimento sem precisar pedir socorro e se curvar diante de uma possível “extorsão” de fretes com preços além da imaginação.
Trata-se de soberania, independência como tínhamos no passado onde fulgurava o Lloyd Brasileiro que fazia cabotagem e longo curso entre tantas outras empresas nacionais de navegação. O que houve com nossa Marinha Mercante?
Foi dizimada, gerando total dependência de empresas estrangeiras, que em um conflito, certamente não irão atender os interesses nacionais. Quiçá, atenda em algum momento, mas será sob a égide delas, impondo suas regras. É preciso haver um movimento em prol da soberania com o fortalecimento do setor, construindo navios em nossos estaleiros, gerando empregos e renda a classe trabalhadora e consequentemente fortalecendo a soberania do Brasil. Também não podemos esquecer que sem as forças armadas capacitadas e fortalecidas, capaz de dissuadir os homens maus que criam pretextos para invadir terras alheias.
Não podemos esquecer quando alguém do Norte falou que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa, “tudo mentira”, eles queriam o petróleo e tomaram na marra. Não podemos falar em soberania sem citar esses pilares de sustentação, pois a história nos ensina que, aquele que ignora o passado estará condenado a repeti-lo novamente.
Precisamos estar preparados para o pior. Temos hoje guerras espalhadas pelo mundo, Israel X Hamas, Rússia X Ucrânia, não declarada EUA X Venezuela, China X Japão, Índia X Paquistão, toda Europa em prontidão com medo da Rússia. Brasil tendo que conviver com a vizinha Venezuela em um possível conflito com os americanos, já no Sul temos que ficar espertos com a Argentina, segundo a imprensa, Javier Milei acaba de autorizar a entrada de soldados americanos em solo hermano, sem limites, não darão satisfação a ninguém exceto ao governo americano, em recente acordo assinado pelo governo. No Brasil temos que conviver com o crime organizado e com as milícias, só JESUS.
Em outra vertente, estamos tendo um apagão de mão de obra na Categoria dos Condutores de Máquinas. A formação não acompanha a necessidade das empresas de navegação. Lembramos que ao formar um profissional Condutor de Máquinas, estamos dando uma expectativa de emprego e uma esperança de vida que gera dentro do seio familiar, pois atrás de um profissional sempre há uma família que se alimenta do suor de suas mãos.
Na esperança que as autoridades olhem para a Marinha Mercante como um segmento que fortalece esse elo forte da corrente da soberania, gerando empregos nos estaleiros e para a comunidade marítima, antes que o futuro nos cobre um preço altíssimo por procrastinar a proteção dos empregos e da nossa preciosa soberania.
Que o Sr. DEUS nos dê sabedoria e nos abençoe! Fraternalmente,
Alcir da Costa Albernoz
Diretor Presidente






