Descarbonização e porte dos navios desativar soluções técnicas na operação de rebocadores portuários
A alta ocupação dos portos brasileiros e o aumento do porte dos navios de longo curso que os escalam bloqueiam mais eficiência dos rebocadores e diversificação e complexidade das manobras. As empresas vêm conseguindo dar conta do recado e continuar a ampliar suas frotas com investimentos em novas embarcações e em tecnologias de descarbonização. A atividade segue silenciosa e com novas encomendas de rebocadores para construção em estaleiros brasileiros. Entre os desafios estão o monitoramento e os padrões de segurança para garantir operações sustentáveis e eficientes.
A Camorim considera o ano de 2025 bastante positivo para a empresa, e um período de consolidação e fortalecimento operacional. A avaliação é que houve avanço de forma consistente em eficiência, ampliação da capacidade de resposta e atendimento a manobras de maior complexidade. Além disso, a entrega de novos rebocadores ao longo do ano contribuiu diretamente para a ampliação da presença e para o fortalecimento da posição da empresa nos portos em que já atuava.
Em regiões estratégicas como Santos (SP), Sepetiba (RJ), Vila do Conde (PA) e Porto do Açu (RJ), a Camorim registrou aumento na movimentação. A leitura da empresa é que esse acréscimo deve-se à expansão da atividade portuária e à confiança dos clientes na qualidade dos serviços prestados. “Crescemos de forma responsável, com investimentos alinhados à demanda e à sustentabilidade das operações”, afirma a coordenadora comercial da Camorim Serviços Marítimos, Stéfany Duarte.
As operações de longo curso continuaram sendo o principal impulsionador dos resultados da Camorim no último ano. Destaque para o suporte aos porta-contêineres, para o volume de exportação de minérios e para o crescimento das operações de grãos. Nesse contexto, além dos portos tradicionais do Sul e Sudeste, sempre com grande demanda nas operações de navios de grãos, o Camorim observa um avanço significativo na exportação de grãos pelos portos do Arco Norte, como Santarém (PA), Vila do Conde (PA) e Itaqui (MA), que tiveram papel relevante no desempenho do ano.
Também houve maior participação em operações de combustíveis e operações ship-to-ship (STS), especialmente nos portos de Sepetiba e do Açu, no estado do Rio de Janeiro. “Esse conjunto de cargas trouxe maior estabilidade operacional e contribuiu de forma decisiva para os resultados positivos do apoio portuário em 2025”, analisa Stéfany.
O ano de 2025 também foi um forte avanço para o Svitzer Brasil. A empresa manteve o ritmo positivo que o setor vem acompanhando nos últimos anos e conseguiu ampliar a atuação com iniciativas estratégicas em inovação, sustentabilidade e expansão operacional. Atualmente, a empresa opera em diversos portos brasileiros, incluindo Itaqui (MA), Salvador (BA), Suape (PE), Pecém (CE) e Fortaleza (Mucuripe-CE), Santos (SP), Vitória (ES), Rio Grande (RS), São Francisco do Sul (SC) e Itapoá (SC), além de Paranaguá (PR) e Antonina (PR).
Durante a última Intermodal, realizada em abril em São Paulo (SP), a Svitzer comemorou 10 anos de operação no Brasil e uma trajetória de crescimento contínuo. “Hoje, estamos presentes em nove dos principais portos do país e continuamos com uma alta taxa de investimento e construção de embarcações novas e modernas nos estaleiros brasileiros. Posso dizer que 2025 foi um ano de expansão, composições e preparação para um ciclo ainda mais robusto de desenvolvimento no apoio portuário brasileiro”, resume o presidente da Svitzer no Brasil, Daniel Reedtz Cohen.
Ele afirma que a frota da Svitzer atende qualquer tipo e tamanho de navio que escala a costa brasileira e a carteira de clientes é diversificada e em expansão. Incluindo todos os tipos de cargas conteinerizadas no longo curso e cabotagem, além dos grãos em geral (soja, milho, açúcar etc.) fertilizantes, granéis líquidos (combustíveis), cargas de projetos e automóveis em navios ro/ro.
Cohen ressalta que as operações de apoio à indústria offshore (reboque de embarcações e instalações destinadas ao apoio de plataformas), apoio e reboque de navios com problemas técnicos para locais seguros, assistência em docagens e desencalhes exigem rigorosamente rigorosos e padrões elevados de segurança, o que a empresa segue fortalecendo.
A Saam Towage também vem apresentando crescimento sólido ao longo dos anos, principalmente a partir da aquisição de 21 rebocadores da Starnav em meados de 2023, que viabilizou a expansão das atividades da Saam para novos portos no Brasil. “A empresa enxerga grandes desafios no futuro, com a demanda por rebocadores cada vez mais potentes e eficientes, e a Saam vem se preparando para manter o pleno atendimento às necessidades de nossos clientes”, avalia a gerente da Saam Towage no Brasil, Renata Ervilha.
A Saam conta hoje com 67 rebocadores, sendo 63 próprios e quatro afretados a casco nu. Em 2025, a empresa obteve prioridade de financiamento junto ao Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de quatro rebocadores. “O processo de contratação do estaleiro ainda está em andamento, mas temos previsão de definir este contrato em breve”, conta Renata.
Ela diz que a Saam busca manter sua frota de rebocadores estrategicamente distribuída ao longo da costa para atender essas operações especiais, contando com 67 rebocadores, de até 86 toneladas de bollard pull, sendo 19 embarcações dotadas de guincho de popa e 15 embarcações com sistema de combate a incêndio classe FIFI-1, eficientes em situações de emergências em navios e terminais portuários.
A Svitzer Brasil conta com uma frota em expansão, com 23 rebocadores em operação no país, distribuídos entre os nove portos onde atua. Cohen ressalta que a frota é uma das mais novas do mercado e composta 100% por embarcações próprias, garantindo a capacidade necessária para atender com segurança e eficiência às demandas dos clientes. Ele frisa que os planos de expansão seguem firmes e alinhados ao crescimento do mercado brasileiro.
Recentemente, a Svitzer recebeu do Estaleiro Rio Maguari (ERM) o rebocador Svitzer Copacabana, que reforça a capacidade operacional, especialmente nas operações com navios de GNL. A embarcação conta com sistema externo de combate a incêndio FIFI-1 e é um rebocador ASD da série 2300 Rampart, com 23,2 metros de comprimento, velocidade de até 13 nós e bollard pull de 70 toneladas.
“Essa entrega reforça nosso compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro. Ainda temos mais dois rebocadores encomendados ao Estaleiro Rio Maguari, previstos para entrega até o próximo ano (2026)”, projeta. Cohen diz que, com esses avanços, a Svitzer já conta com uma operação de 23 rebocadores em todo o país, mantendo uma frota moderna, eficiente e preparada para atender às demandas dos portos onde atua.
Em 2025, a frota da Camorim superou a marca de 150 embarcações ativas entre apoio portuário e offshore, incluindo rebocadores azimutais e convencionais, balsas, lanchas, LHs (manuseio de linhas e amarrações), PSVs (transporte de suprimentos), AHTs (manuseio de âncoras), OSRVs (combate a derramamento de petróleo), MPSVs (multipropósito), FSVs (supridores de petróleo). cargas rápidas), e equipamentos especializados como cábreas. Stéfany acredita que os investimentos contínuos iniciados nos últimos anos levaram a empresa a operar uma das maiores e mais diversificadas frotas do país.
Desse total, a maior parte é composta por embarcações próprias, contribuindo com a estabilidade operacional, ao passo que uma pequena parcela permanece afretada para garantir flexibilidade e rapidez na resposta às demandas regionais. “Essa estrutura planejada permite atender, com segurança e eficiência, diferentes perfis de operação nos portos e nos projetos offshore em que atuamos”, destacou o coordenadora da Camorim.
A empresa concluiu, no ano passado, a entrega de cinco rebocadores azimutais, construídos no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC), todos já em operação em portos brasileiros. A entrega mais recente ocorreu no segundo semestre de 2025, com a entrada em operação do rebocador C Harpia, embarque a qual Stéfany é madrinha. A empresa venceu a categoria ‘Maior incremento de frota’, na primeira edição do prémio ‘Navegue + Brasil’. “Nossa intenção é continuar expandindo a frota nos próximos anos. Tudo isso demonstra visão estratégica e uma preparação para o futuro do setor”, comenta Stéfany.
Entre os destaques da Camorim em 2025, Stéfany cita o alto volume de operações STS realizadas no Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), que exigiram planejamento preciso, alta disponibilidade da frota e atuação integrada das equipes operacionais. A Camorim esteve envolvida em manobras de elevada complexidade em diferentes portos, ao longo do ano, como operações realizadas em Vila do Conde (PA), que exigiram elevado técnico padrão, cooperação prática e protocolos de segurança, reforçando a capacidade da empresa em atender operações críticas.
Stéfany relata que o Camorim segue concorrente, sempre que exigido, em manobras e simulações envolvendo navios de maior porte, uma vez que sua frota atende aos requisitos técnicos para operar com segurança e eficiência nesses cenários. Em 2025, a empresa continuou a participar de estudos e simulações prolongadas por centros de referência, como a Universidade de São Paulo (USP), contribuindo para a definição das melhores composições de rebocadores para navios de grande porte.
Paralelamente, as equipes operacionais passaram por treinamentos específicos, a fim de garantir o alinhamento técnico e operacional às novas exigências do mercado. “Essa atuação reforça o preparo da Camorim para acompanhar a tendência de crescimento do porte dos navios nos portos brasileiros”, ressalta o coordenadora comercial.
Cohen diz que a frota da Svitzer é moderna e de alta performance, plenamente capacitada para manobras com navios de maior porte, incluindo operações relacionadas ao Novo Panamax. “Seguimos investindo na atualização tecnológica de nossa frota de rebocadores e na formação de nossas equipes, incluindo a utilização de simuladores portáteis que permitem treinar nossos comandantes em diversos cenários, rotineiros e complexos”, destaca o executivo.
Ele também cita participações regulares em simulações com portos, clientes e demais stakeholders, contribuindo para o desenvolvimento de novos projetos e melhorias operacionais. Esse trabalho conjunto, segundo Cohen, garante maior previsibilidade para os clientes e se adapta às operações ao crescimento do porte dos navios. “Esses investimentos e iniciativas garantem que nossos profissionais estejam sempre preparados e altamente preparados para responder às demandas associadas a navios de grande porte nos portos brasileiros, com segurança e eficiência”, declara Cohen.
Em 2025, a Saam realizou uma série de operações especiais, incluindo elas a movimentação de uma plataforma offshore (jack-up) em Salvador (BA), atividades de apoio marítimo na Bacia de Campos, desencalhe e embarque de embarques na região norte do país e operações de reboque oceânico.
Ao longo de 2025, a Saam participou de simulações em diversas instituições, envolvendo novas operações em diversos portos brasileiros, dentre os quais os portos de Belém (PA), Tubarão (ES) e Praia Mole (ES), Santos (SP), Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC). “Temos atendido uma demanda crescente para a entrada de navios cada vez maiores nos portos, o que demanda uma frota de rebocadores bastante potente e confiável, que é uma das grandes vantagens competitivas da Saam”, analisa Renata.
Para a Svitzer, o apoio portuário no Brasil mantém boas perspectivas para os próximos anos, impulsionado pelos investimentos dos armadores e donos da carga, como também pelo aumento da atividade econômica e pela expansão da capacidade portuária. Cohen explica que, à medida que esses atores reforçam e ampliam suas operações, a empresa se compromete a apoiá-los nessa trajetória, oferecendo soluções de rebocagem seguras, eficientes e compatíveis com suas necessidades presentes e futuras.
Ele também observa desafios importantes, especialmente relacionados ao aumento do fluxo e ao crescimento do porte dos navios que frequentam os já movimentados portos brasileiros. Segundo Cohen, esse cenário exige equipamentos ainda mais capacitados e equipes altamente qualificadas. Para responder a essa evolução, a Svitzer vem investindo em inovação, com destaque para o desenvolvimento do rebocador TRAnsverse — projeto da companhia que oferece maior manobrabilidade e controle lateral, atualmente operando com sucesso na Holanda e na Austrália.
Cohen ressalta que, paralelamente, a Svitzer mantém compromisso com o aprimoramento das competências de suas equipes para acompanhar a modernização dos ativos financeiros. “Mantemos uma visão positiva para o mercado e seguimos comprometidos em investir tanto na capacidade operacional quanto na qualificação de nossas equipes, garantindo uma atuação cada vez mais eficiente, segura e alinhada às necessidades dos portos brasileiros”, afirma Cohen.
Para a Camorim, o apoio portuário no Brasil apresenta perspectivas positivas para os próximos anos, impulsionado pela expansão da movimentação de cargas, pelos investimentos em infraestrutura e pela entrada de navios cada vez maiores nos principais portos do país. A avaliação é que esse cenário tende a aumentar a demanda por operações de apoio mais eficientes, seguras e tecnologicamente avançadas.
Entre os principais desafios do setor está a necessidade de acompanhar o ritmo de modernização das operações portuárias. Stéfany vê uma crescente complexidade das manobras, associada ao aumento do porte das embarcações e à critério operacional mais rigoroso, exigindo soluções técnicas cada vez mais especializadas, com maior incorporação de tecnologia embarcada, sistemas de monitoramento, eficiência energética e elevados padrões de segurança. Tudo implicando investimentos contínuos e planejamento de longo prazo.
A coordenadora ressalta que, com mais de 30 anos de atuação no mercado, a Camorim mantém uma frota atualizada e dimensionada para atender diferentes perfis operacionais, alinhados às melhores práticas internacionais. “A experiência acumulada ao longo dessas décadas, aliada à capacidade de adaptação às transformações do setor, nos dá segurança e confiança para seguir evoluindo de forma responsável, consistente e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento da atividade portuária no Brasil”, afirma Stéfany.
Stéfany destaca ainda que, no último ano, a Camorim avançou de forma prática nas iniciativas de descarbonização, priorizando o uso de energia de terra (Onshore Power Supply – OPS) sempre que disponível, reduzindo o acionamento de motores auxiliares e as emissões. Atualmente, mais da metade dos portos onde a empresa atua conta com esse fornecimento.
Com essa nova forma de abastecimento, a Camorim estima chegar a uma redução anual de mais de três milhões de toneladas de CO₂. Além disso, a empresa mantém ações contínuas de eficiência energética, monitoramento de consumo e estudos sobre combustíveis de menor impacto ambiental, transações mais sustentáveis.
Cohen, da Svitzer, também destaca o avanço em projetos relevantes de eletrificação portuária em Rio Grande (RS) e Salvador (BA), no início do ano passado. E fala que existem, inclusive, outras soluções semelhantes sendo desenvolvidas ou em operação em Santos (SP) e Suape (PE), o que reforçam a atuação em soluções de OPS no país. A Svitzer também realizou, em parceria com a Vibra, o primeiro teste no Brasil com óleo diesel marítimo contendo até 20% de biodiesel em rebocadores, visto como um marco para a descarbonização das operações portuárias.
Renata também enfatiza que a Saam tem iniciativas ligadas à redução de emissões. Segundo o gerente, a diretoria de sustentabilidade da empresa está engajada em diversos projetos, com metas prejudiciais de eficiência energética a serem atendidas até 2030, como por exemplo, ter 100% de seus contratos com clientes com cláusulas de sustentabilidade e, pelo menos, 10% da frota de rebocadores com propulsão sustentável.
A Saam tem um sistema implantado em seus rebocadores que emitem alertas quando a embarcação ultrapassa o limite ótimo de velocidade e busca constantemente infraestrutura de terra para captação de energia limpa nos intervalos entre as manobras. A empresa possui um sistema de gestão ambiental certificado pela norma ISO (14001:2015), que reforça a cultura de conscientização ambiental, com controle rigoroso dos requisitos legais; redução da geração e descarte adequado de resíduos e efluentes; controle e redução do consumo de diesel.
Renata cita que o programa de gestão de gases de efeito estufa (GEE), com monitoramento mensal de KPIs (indicadores chave de desempenho), selecionado pelo Programa Brasileiro GHG Protocol – FGV (Fundação Getúlio Vargas) obteve o Selo Ouro pelo quarto ano consecutivo. A Saam recebeu ainda certificado de operações 100% Neutras em Carbono, pelo terceiro ano consecutivo, com a aquisição de créditos de carbono correspondentes a 100% das emissões da empresa.
Nessa jornada de descarbonização, a Svitzer destaca ainda a parceria com a Vibra na realização de um teste no Brasil utilizando óleo diesel marítimo com até 20% de biodiesel em rebocadores. “Os resultados foram extremamente positivos e já avaliamos a possibilidade de ampliar essa mistura para até 30% no futuro, o que representa um passo real rumo a operações de menor impacto ambiental”, projeta Cohen.
A eletrificação portuária é vista como um passo importante, na medida em que os projetos de OPS em diferentes portos permitem que os rebocadores atracados operem com energia fornecida em terra, eliminando a necessidade de geradores a diesel e obtendo em mais de 15% as emissões de CO₂ durante o período de atracação. “Sabemos que muitos dos nossos clientes têm metas de redução de emissões e buscamos apoiar diretamente esses compromissos. É um ganho importante tanto ambiental quanto operacional”, acrescenta Cohen.
As metas globais da Suíça visam reduzir em 50% a intensidade de emissões da frota até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2040. “Estamos investindo continuamente em eficiência energética, tecnologia de ponta e treinamento, incluindo um simulador imersivo inédito no Brasil que aprimora a qualidade e a segurança de nossas operações”, disse o presidente da empresa no Brasil.
A ópera Sulnorte hoje 26 rebocadores alocados ao longo dos principais portos do Brasil. No ano passado, a empresa recebeu o mais novo rebocador da frota, o SN Acaraú, projeto Robert Allan, Rampart 2300, com mais de 75 toneladas BP, propulsores azimutais Kongsberg e contando com dois motores Caterpillar 3516. Este rebocador conta também com sistema FiFi1. A empresa espera receber, em meados de março, o último rebocador de uma série de três novas embarcações construídas no Estaleiro Rio Maguari (PA).
Este rebocador conta com mais de 75 toneladas BP e reforçará a presença da empresa em importantes complexos portuários do país. “No curto prazo, estamos em negociação avançada com alguns estaleiros para a construção de mais dois rebocadores, e no longo prazo, estudamos a construção de mais cinco novas embarcações”, disse a gerente de inteligência de mercado e novos negócios, Luíza Coli.
O último ano foi considerado positivo para a Sulnorte, apesar das variações significativas nos custos de frete e dos desdobramentos decorrentes do esforço geopolítico internacional, além dos impactos gerados pela baixa entrega do Porto de Porto Alegre (RS). “Concluímos 2025 com mais de oito mil manobras próprias realizadas em todo o Brasil. Ampliamos nosso leque de atendimento a novos clientes, especialmente tradings e empresas do setor agro, fortalecendo nossa presença em diferentes cadeias logísticas”, destaca Luiza.
As operações de longo curso responderam a mais de seis mil manobras realizadas pela Sulnorte, com grande participação de granéis sólidos como grãos (soja, milho e farelo) e fertilizantes. Cargas como celulose, veículos e produtos siderúrgicos também tiveram destaque, com volumes superiores a 2024. Na cabotagem, que representou cerca de 20% das operações atendidas pela Sulnorte, granéis líquidos, especialmente os derivados de petróleo, combustíveis e produtos químicos foram as commodities mais movimentadas.
A Sulnorte destaca ainda as operações de reboque e assistência ao longo da costa brasileira, com ênfase nas regiões Norte e Nordeste. “Temos atuado de forma estratégica para posicionar nossa frota de acordo com as novas demandas do mercado, bem como, planejamos nossas novas construções para atender a esse perfil de navios com segurança e excelência”, ressalta Luiza.
Um gerente diz que a Sulnorte avança em temas importantes como inovação tecnológica, segurança operacional, governança, ética e transparência na gestão. A base operacional da empresa no Porto de Santos conta com o fornecimento de energia de terra (OPS) para todas as suas embarcações. A ideia é priorizar o uso de energia de terra nas bases operacionais também nos demais portos em que a empresa está presente.
A Sulnorte avalia que o setor segue com uma alta expectativa para os próximos anos, considerando projetos portuários, novas parcerias internacionais e redes de comércio internacional se consolidando e trazendo novos negócios e oportunidades para o Brasil.
Os desafios para 2026, na visão da empresa, passam pela modernização da frota e expansão da capacidade operacional, sustentabilidade nas operações, flexibilidade e capacidade de rápida adaptação às novas demandas. “O mercado está cada vez mais concentrado em nichos específicos e a Sulnorte está preparada para atender com qualidade e entregar, principalmente, segurança e confiabilidade em nossas manobras”, destaca Luiza.
Fonte: Revista Portos e Navios






