Antaq pede retomada do acordo da Hidrovia do Paraguai

Antaq pede retomada do acordo da Hidrovia do Paraguai

O diretor da agência destacou a perspectiva de transporte de 40 milhões de toneladas de carga, em 2030

O diretor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Adalberto Tokarski, apresentou o estudo de demanda da hidrovia do Paraguai, que está contemplado no PNIH (Plano Nacional de Integração Hidroviária), e que foi elaborado pela agência com a cooperação técnica da Universidade Federal de Santa Catarina. O diretor falou sobre a evolução da demanda da via nos próximos 15 anos, destacando a perspectiva de transporte de 40 milhões de toneladas de carga, em 2030.

Atualmente, são transportados na Hidrovia do Paraguai 5,9 milhões de toneladas de carga, predominantemente minério de ferro, sendo a frota brasileira em operação de 54 embarcações, pertencentes a três EBNs (Empresas Brasileiras de Navegação) autorizadas pela agência.

“Na saída de minério de ferro pela hidrovia com destino ao mercado externo, especificamente, houve uma expansão de 31% em 2013 com relação a 2012 e de 5% em comparação a 2011”, observou.

Tokarski, também destacou o esforço da agência para a retomada dos entendimentos sobre o acordo da hidrovia, que estão parados há quase três anos. Segundo ele, a retomada do acordo é fundamental para expansão do transporte fluvial na região e é estratégica para a logística de transportes da região, além de ser uma importante via de integração do Mercosul.

O executivo anunciou ainda, a elaboração de um termo de cooperação técnica com a Universidade Federal do Paraná, visando a produção de um estudo sobre a prática regulatória, vantagens competitivas e oferta e demanda de carga entre os países signatários do Acordo da Hidrovia Paraguai-Paraná. “Nós estamos em fase da contratação desse estudo, que constitui uma obrigação da ANTAQ junto ao Plano Plurianual (PPA) 2011/2015, e que estaremos concluindo até o ano que vem”, afirmou.

Segundo projeções do PNIH, já em 2015, a movimentação de cargas na hidrovia poderá superar 8 milhões de toneladas de carga. Se forem feitas melhorias nas condições de navegação entre Corumbá (MS) e Cáceres (MT), esse transporte deverá atingir 22,927 milhões de toneladas em 2020. Com a inclusão do rio Cuiabá, em território brasileiro, aumentando a extensão da hidrovia, o transporte de cargas deverá superar 31 milhões de toneladas em 2025, chegando a 40 milhões de toneladas em 2030.

Fonte: Guia Marítimo