AMAZUL fortalece laços com DECTI em agenda sobre inovação e soberania nacional

AMAZUL fortalece laços com DECTI em agenda sobre inovação e soberania nacional

A manhã desta terça-feira marcou um passo estratégico para a AMAZUL: a empresa recebeu a comitiva do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (DECTI) do Ministério da Defesa para uma agenda dedicada ao fortalecimento da cooperação em áreas sensíveis da Defesa e do setor nuclear. O encontro destacou o alinhamento entre as instituições e evidenciou como a inovação tecnológica se tornou um pilar essencial para a soberania nacional.

Cooperação Nuclear e Avanços em PD&I

A visita do DECTI ampliou as oportunidades de colaboração em áreas críticas para os programas estratégicos brasileiros, especialmente no Programa Nuclear Brasileiro (PNB), no Programa Nuclear da Marinha (PNM) e no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

Durante as apresentações, a AMAZUL reforçou sua atuação em engenharia de alta complexidade, integração de sistemas e desenvolvimento de soluções que sustentam projetos de longa duração e elevado rigor técnico.

O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), conduzido por Rafael Faraone Rando, destacou os avanços da empresa em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com ênfase em propriedade intelectual, transferência de tecnologia e desenvolvimento institucional. O NIT também apresentou novas oportunidades de cooperação com outras Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) vinculadas ao Ministério da Defesa, reforçando a importância de ambientes integrados de inovação.

Outro ponto de destaque foi a demonstração da metodologia de Gestão do Conhecimento, apresentada por Tomé Machado, que já recebeu reconhecimento nacional. A abordagem, baseada em práticas sistematizadas de captura, análise e disseminação do saber técnico, mostrou-se aplicável a contratos de transferência de tecnologia, podendo ser replicada em outras organizações do setor Defesa.

Impactos Institucionais e Formação de Competências

Além das dimensões técnicas, o diálogo com o DECTI ressaltou os impactos institucionais da parceria. A AMAZUL reforçou seu papel como polo de formação de especialistas em áreas estratégicas, contribuindo para a retenção de conhecimento crítico em setores sensíveis da Defesa.

A aproximação abre espaço para novos programas de capacitação, intercâmbio entre equipes técnicas e integração com outras ICTs, fortalecendo a cultura organizacional orientada à inovação. A construção de competências humanas de longo prazo foi ressaltada pelo Diretor-Presidente Newton Costa, que apontou a necessidade crescente de profissionais altamente qualificados para sustentar o ciclo de vida dos programas nucleares e navais brasileiros.

Essa articulação institucional fortalece a consolidação de uma comunidade de especialistas capaz de conduzir projetos complexos com visão de Estado — algo fundamental para que o país reduza dependências externas e amplie sua autonomia tecnológica.

Integração Estratégica para a Soberania Nacional

A visita do DECTI à AMAZUL reforçou não apenas parcerias técnicas, mas também a importância da convergência entre instituições estratégicas para o fortalecimento da soberania nacional.

Ao integrar atores que atuam em áreas como tecnologia nuclear, inovação dual e engenharia militar, o Ministério da Defesa sinaliza uma política clara de valorização da capacidade científica e do domínio tecnológico autônomo.

Para o Contra-Almirante Charles Wilson Gomes Conti, Diretor do DECTI, a missão também teve o objetivo de ampliar o entendimento sobre as competências da AMAZUL e identificar pontos de sinergia para projetos futuros dentro da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD).

A iniciativa reforça o compromisso estatal com a construção de capacidades permanentes, capazes de sustentar programas estratégicos que impactam diretamente a projeção do Brasil no cenário internacional.

No balanço final da visita, ficou evidente que a integração entre AMAZUL e DECTI representa um passo decisivo rumo a um ecossistema de inovação mais sólido, preparado para atender às demandas de Defesa e avançar na construção de um país mais seguro e tecnologicamente soberano.

Fonte: Defesa em Foco