5 fatores por trás do salto das ações da Petrobras
As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3, PETR4) tinham valorização de dois dígitos, ajudando a sustentar o ganho do Ibovespa na sessão. Apesar do respiro, os papéis da estatal seguem com perdas de mais de 10% no ano. Abaixo listamos cinco fatores por trás do comportamento atípico da petroleira na Bolsa. Confira:
1) China
O governo chinês substituiu o chefe do principal regulador de valores mobiliários daquele país, o que trouxe otimismo aos mercados internacionais.
A avaliação é que a China está se esforçando para restaurar a confiança de investidores no crescimento da segunda maior economia do mundo e principal parceiro comercial do Brasil.
2) Petróleo
O preço do petróleo no exterior acompanhava a valorização de outras commodities na sessão e tinha forte alta, amparado no bom humor gerado pela China.
O barril de petróleo Brent —negociado em Londres e referência no setor— subia mais de 4% para a casa dos US$ 33.
A recuperação, mesmo que momentânea, animava o mercado, já que o barril da commodity chegou a ser negociado recentemente abaixo de US$ 30, no menor nível desde 2004.
3) AIE
A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou um relatório no qual prevê que o mercado petroleiro começará a voltar ao equilíbrio em 2017.
Atualmente, o setor tem sofrido com o descompasso entre a demanda global por petróleo e o excesso de oferta da commodity.
Um fator que deve colaborar para o ajuste, segundo a AIE, é a desaceleração da produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos neste e no próximo ano.
4) Lava Jato
A Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Lava Jato, que investiga denúncias de desvio de dinheiro na Petrobras.
João Santana, manqueteio e responsável pelas duas campanhas de Dilma Rousseff à presidência e pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, foi um dos alvos dessa nova fase.
A avaliação é que a relação entre Dilma e Santana pode reacender a possibilidade de impeachment da presidente.
5) Negociação
A Petrobras fez nova proposta para alugar sondas de petróleo da Sete Brasil.
Dessa vez, segundo a publicação, a estatal propôs alugar dez sondas por cinco anos, renováveis por mais cinco. Originalmente, a Sete alugaria 28 sondas para a estatal por um prazo máximo de 15 anos.
A Petrobras vai parar de procurar petróleo na Bahia.
A empresa já teria informado ao sindicato local que, até março, vai desligar todas as sondas de perfuração terrestre usadas para encontrar novos reservatórios no estado, informou a publicação.
Fonte: Exame






