Petrolíferas aceleram os desinvestimentos

As petrolíferas continuam a acelerar seus programas de desinvestimento. A Shell, por exemplo, anunciou acordo com o consórcio liderado pela empresa Taleveras para venda da licença de mineração de petróleo (OML) 29, no Sul do Delta do Níger, por US$ 2,5 bilhões.

A multinacional anglo-holandesa também vendeu o duto de Nembe Creek, com cerca de 96,6 km. Em 2013, a Shell anunciara desinvestimento das licenças OML 18, 24, 25 e 29 também no Níger.

Já a russa Rosneft, segundo o Panorama Estratégico 678 da Petrobras, está perto de fechar a aquisição da parte da Chevron no Bloco B na plataforma offshore do Vietnã.

Atualmente as operações da Chevron no Vietnã se limitam a dois blocos, na Bacia de Malay, na Costa Sudoeste do país, ambos regidos pelo mesmo contrato de partilha de produção.

A política de desinvestimentos coincide com a queda dos preços do petróleo, que tem provocados reações opostas de integrantes da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (Opep).

Na contramão da posição da Venezuela, que busca deter a queda da cotação do petróleo, a Arábia Saudita comunicou à Opep que aumentou a produção de setembro em 100 milhões de barris de petróleo/dia(bpd), para 9,7 bilhões bpd.

A posição da Arábia Saudita contribui para a percepção de que o país atua para priorizar a defesa da sua posição de mercado, em detrimento da sustentação dos preços. Em seu relatório de agosto, a Opep divulgou que sua produção total em setembro ficou em 30,474 bilhões bpd, ou seja, 402 milhões bpd a mais que a produção de agosto.

Já o ministro de Relações e Exteriores da Venezuela, Rafael Ramirez, pediu a realização de reunião extraordinária da Opep para debater uma ação conjunta contra a quedas do preço do petróleo.

Fonte: Monitor Mercantil