MSC teria encomendado mais seis meganavios a GNL
A MSC teria acrescentado seis porta-contêineres de 21,7 mil TEUs à sua carteira de encomendas no estaleiro chinês Zhoushan Changhong International Shipyard, segundo informação da consultoria Alphaliner reproduzida pela agência MundoMarítimo. A contratação, ainda não confirmada, elevaria de 24 para 30 o número de embarcações da série, acrescentando 130,2 mil TEUs de capacidade ao programa.
Além de ampliar as encomendas, a companhia vem revendo projetos já contratados. Segundo a Alphaliner, nove unidades originalmente previstas para transportar 19 mil TEUs tiveram seus contratos renegociados para alcançar 21,7 mil TEUs e passaram a integrar a série ampliada. TEU é a unidade de capacidade equivalente a um contêiner de 20 pés.
Entregas a partir de 2027
O cronograma prevê que a MSC receba primeiro os navios MSC Dora, MSC Orit e MSC Amat, contratados com capacidade de 19 mil TEUs. As entregas estão programadas para 2027.
Ainda naquele ano, começariam as entregas da versão de 21,7 mil TEUs, com o MSC Ariella. Para as seis unidades adicionais, a Alphaliner aponta provável entrada em serviço em 2030, considerando a carteira de encomendas do estaleiro.
Esse prazo poderá mudar conforme o ritmo de construção. Segundo a consultoria, o Zhoushan Changhong tem antecipado a entrega de grandes porta-contêineres em quase um ano em relação aos cronogramas originais, o que pode ter aberto espaço para novas contratações da MSC.
Capacidade ampliada em 366 metros
As embarcações do projeto CIMC ORIC 22000 LNG terão propulsão a gás natural liquefeito (GNL), 366 metros de comprimento e 61,3 metros de largura, suficiente para acomodar 24 fileiras de contêineres. O desenho concentra capacidade de 21,7 mil TEUs em um casco mais curto que o dos maiores porta-contêineres, que chegam a cerca de 400 metros.
O projeto prevê porte bruto de 220 mil toneladas — peso total que o navio pode transportar, incluindo carga, combustível e suprimentos — e calado máximo de 18 metros. Também incorpora um defletor de vento de grandes dimensões.
Para os portos, o comprimento é apenas uma das condições para receber embarcações desse porte. A profundidade dos canais e berços, o espaço para manobras e o alcance dos guindastes também condicionam a operação.
O levantamento não informa em quais serviços os novos navios serão empregados nem indica previsão de escalas em portos brasileiros.
Fonte: Transporte Moderno






