Marinha vai usar "drone do mar" para ampliar área de proteção da Amazônia Azul

Marinha vai usar “drone do mar” para ampliar área de proteção da Amazônia Azul

Marinha do Brasil acelera a incorporação de sistemas autônomos e não tripulados para ampliar a proteção da Amazônia Azul, área marítima estratégica que concentra riquezas naturais, rotas comerciais e infraestrutura crítica do país. Durante um encontro promovido pelo Ministério da Defesa, especialistas das Forças Armadas apresentaram projetos voltados ao desenvolvimento de novas tecnologias, integração operacional e fortalecimento da capacidade nacional de enfrentar as ameaças do século XXI.

Entre as iniciativas em destaque está o Sistema PRIMA, desenvolvido pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV), que permite transformar navios como o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico e o Navio Doca Multipropósito Bahia em estações de controle remoto para veículos autônomos de superfície, ampliando a vigilância marítima e o apoio ao SisGAAz, o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul.

A aposta em sistemas nacionais, inteligência artificial e cooperação entre as Forças Armadas, universidades e a Base Industrial de Defesa sinaliza uma mudança de paradigma na estratégia brasileira de monitoramento marítimo e defesa naval.

Sistema PRIMA transforma navios da Marinha em centros de controle remoto

Durante o encontro do Ministério da Defesa, o destaque ficou para o Sistema PRIMA, desenvolvido pelo CASNAV. A solução tecnológica permite que grandes navios da Esquadra atuem como estações de controle remoto para veículos autônomos de superfície, criando uma arquitetura operacional capaz de integrar meios tripulados e não tripulados em uma mesma missão.

Na prática, embarcações como o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico e o Navio Doca Multipropósito Bahia passam a controlar plataformas remotas empregadas em missões de vigilância, reconhecimento e coleta de informações, ampliando o alcance das operações marítimas sem expor tripulações a riscos desnecessários.

Fonte: Defesa em Foco