Hidrovias amazônicas ganham reforço em 2026, enquanto Tapajós segue no centro do debate

Hidrovias amazônicas ganham reforço em 2026, enquanto Tapajós segue no centro do debate

O governo federal prevê R$ 500 milhões em investimentos nos rios amazônicos em 2026, em um contexto em que a Hidrovia do Tapajós continua sendo apontada como corredor estratégico para o escoamento de cargas do Centro-Oeste. A combinação desses fatores recoloca as hidrovias amazônicas no centro da discussão sobre competitividade logística, dragagem e redução do custo do frete.

No caso do Tapajós, o corredor hidroviário transportou 16,8 milhões de toneladas em 2025, com 88,4% do volume concentrado em soja e milho, e chegou a 2,38 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2026. Os números mostram um eixo já relevante para o agronegócio, mas ainda em fase de consolidação operacional.

A questão do frete segue no centro dessa disputa. Sem uma alternativa hidroviária plenamente estruturada, parte da soja do Centro-Oeste continua dependente de rotas rodoviárias longas até os portos, o que eleva o custo de transporte e aumenta a pressão sobre corredores como Santos. Em março de 2026, a Conab registrou fretes de R$ 520 por tonelada na rota Sorriso (MT)–Santos (SP) e R$ 351 por tonelada entre Rio Verde (GO) e Santos.

Os investimentos previstos para os rios amazônicos reforçam a necessidade de obras de dragagem, manutenção de calado e melhoria de navegabilidade em trechos sujeitos à sazonalidade. Para o setor, o avanço das hidrovias pode aliviar a pressão sobre o frete, ampliar a previsibilidade logística e reduzir a dependência de rotas mais caras para o escoamento da safra.

Fonte: Portos e Navios