Abeemar defende mais previsibilidade sobre encomendas

Abeemar defende mais previsibilidade sobre encomendas

A Associação Brasileira das Empresas de Economia do Mar (Abeemar) vê na retomada da construção naval um processo que está sendo feito de maneira sustentável, consciente e com ações mais concretas e perenes do que nos ciclos anteriores. O presidente da Abeemar, João Azeredo, acredita que, para consolidar esse processo de restrição das atividades, ainda é preciso dar mais previsibilidade para que a indústria tenha um horizonte de mais de longo prazo.

A Abeemar não tem radar de oportunidades futuras considerando que a Transpetro estuda a encomenda de novos navios, assim como a Petrobras, que prevê organizar outras  licitações  para afretamento de mais embarcações de apoio marítimo a serem construídas nos próximos anos. A leitura é que, apesar do número relevante de encomendas de embarques em construção, sobretudo do programa Mar Aberto, falta um horizonte maior sobre a constância das encomendas.

Em relação aos segmentos de navios de apoio offshore, por exemplo, a avaliação é que existe uma frota em operação em águas jurisdicionais brasileiras (AJB) dos primeiros programas de renovação da frota de apoio marítimo da Petrobras (Prorefam) que precisa ser renovada nos próximos anos.

“Precisamos ter essa visão de longo prazo, até para os estaleiros poderem fazer investimentos e para que possamos desenvolver novos fornecedores. Para que possamos melhorar as políticas e fazer os ajustes necessários para nos tornarmos cada vez mais competitivos”, disse Azeredo, que também é vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

Na área de defesa, a Abeemar considera que é preciso incentivar, cada vez mais, a Marinha do Brasil, diante de um cenário em que outros países se armam. Mas, principalmente, com as forças navais utilizadas de instrumento para o desenvolvimento da indústria naval. “Nossa Amazônia Azul tem oito mil quilômetros. Temos que aproveitar a oportunidade e estarmos preparados para defender nossa soberania. Isso vai nos ajudar a desenvolver ainda mais o conteúdo nacional”, comentou o presidente da associação.

Azeredo diz que Abeemar tem conversado bastante com representantes da Emgepron e da Marinha do Brasil, porém as demandas ainda não são concretas. “Precisamos trabalhar junto à indústria naval e ao Sinaval, em parceria com a Marinha para mostrar ao governo a importância de tê-la equipada. É uma excelente oportunidade para desenvolver nossa indústria nacional”, disse Azeredo.

Fonte: Portos e Navios