Canal do Panamá volta a reduzir calado de neopanamax
O Canal do Panamá se prepara para restringir novamente os limites de calado autorizados para navios neopanamax, em mais um sinal de que o risco hídrico retorna a uma das rotas mais estratégicas do comércio marítimo mundial. Segundo comunicado da Autoridade do Canal do Panamá (ACP) enviado a armadores e agentes, o calado máximo para esses embarques será reduzido nas etapas nas próximas semanas, como medida preventiva diante de projeções de menor disponibilidade de água na bacia do canal.
A ACP projeta nova redução do calado autorizada para cerca de 14,94 m (49 pés) a partir de 24 de julho de 2026, com nova queda para 14,78 m (48,5 pés) em meados de agosto, caso as interferências de um período seco prolongado se confirmem. A decisão segue o histórico recente de restrições impostas durante a seca de 2023-2024, quando o canal operava com calado máximo de 13,41 m (44 pés) por vários meses e prejudicava o número de trânsitos diários para até 32 navios, contra uma capacidade plena de cerca de 40 travessias.
As novas limitações de calado tendem a afetar diretamente navios porta-contêineres e graneleiros projetados para aproveitar ao máximo as dimensões das eclusas neopanamax, exigindo configurações de carregamento ou rotas alternativas em determinados serviços. Em 2023, algumas embarcações desse porte chegam a atravessar o canal com até 40% menos carga útil, para se adequarem aos limites temporários de calado impostos pela ACP. Especialistas consultados pela Splash247 destacam que o persistência das regras de calado ocorre paralelamente à discussão interna sobre possíveis projetos de aumento da capacidade hídrica da via, tema que volta à agenda sempre que episódios de seca pressionam a operação do canal.
Fonte: Portos e Navios






