FPSO da Modec chega ao pátio de reciclagem após concluir missão no Brasil
A Modec do Japão confirmou a chegada da unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) “Cidade de Niterói”a um centro de reciclagem de navios na Dinamarca, após a conclusão dos trabalhos da unidade no Brasil.
A FPSO Cidade de Niterói MV18 , de propriedade e operada pelo grupo Modec, chegou a um terminal de reciclagem de navios na Dinamarca, após partir do Brasil ao concluir as atividades de desmobilização necessárias no campo petrolífero de Marlim Leste, na Bacia de Campos, no litoral brasileiro, em 8 de maio de 2026.
A gigante japonesa foi responsável pela execução do projeto EPCIC (engenharia, aquisição, construção, instalação e comissionamento) em regime de empreitada para a FPSO, contratada pela Petrobras para o desenvolvimento de Marlim Leste.
Desde a primeira produção de petróleo em fevereiro de 2009, a Modec forneceu serviços de afretamento, operação e manutenção (O&M) por cerca de 17 anos, processando aproximadamente 159 milhões de barris de petróleo. O contrato de afretamento da FPSO foi concluído em maio de 2026.
Está previsto que esta FPSO seja submetida a um processo de reciclagem de navios em uma instalação na Dinamarca, em conformidade com os regulamentos aplicáveis, incluindo o Regulamento da UE sobre Reciclagem de Navios e a Convenção Internacional de Hong Kong para a Reciclagem Segura e Ambientalmente Correta de Navios.
A embarcação era capaz de processar 100.000 barris de petróleo bruto por dia, 124 milhões de pés cúbicos padrão de gás por dia e tinha capacidade de armazenamento de 1.600.000 barris de petróleo bruto.
A Modec está empenhada em reduzir as emissões de suas operações, como demonstra sua colaboração com a Eld Energy para desenvolver um sistema de energia de 1,2 MW integrado com captura de carbono para aplicação em FPSOs.
Para o setor naval e offshore brasileiro, a chegada desses FPSOs a estaleiros estrangeiros evidencia um ponto de atenção: a ausência, hoje, de infraestrutura doméstica certificada para reciclagem de unidades de grande porte seguindo padrões de Hong Kong e da União Europeia. A discussão sobre desenvolvimento de capacidade local de desmantelamento e reaproveitamento de materiais, associada a futuras ondas de descomissionamento, ganha importância à medida que a frota de FPSOs no país envelhece e se aproxima do fim de vida útil.
Fonte: Portos e Navios






