Petronas descobre gás em mais um poço no Suriname

Petronas descobre gás em mais um poço no Suriname

A Petronas realizou uma descoberta de gás natural no poço SAC-1, localizado no Bloco 52, no offshore do Suriname. O anúncio foi feito pela presidente do país, Jennifer Geerlings-Simons, durante seu discurso no “Suriname Energy Oil and Gas Summit and Exhibition”, na última terça-feira (23).

“Isso define a base para diversos desenvolvimentos de óleo e gás e um futuro brilhante para o Suriname”, exclamou a presidente em seu discurso.

A Petronas é a operadora (80%) em parceria com a Paradise Oil Company (POC) (20%).

Em dezembro, a companhia concluiu a perfuração do poço Caiman-1 e, segundo a Staatsolie (estatal de energia do Suriname), o poço teve resultados “encorajadores”.

No mesmo bloco,  a companhia malaia e a estatal declararam comercialidade da descoberta de gás Sloanea-1. A decisão final de investimento (FID) para o campo está prevista para o segundo semestre de 2026 e o primeiro gás para 2030.

A Petronas tem outras duas descobertas neste bloco: Fusaea-1, em maio de 2024, e Roystonea-1, em novembro de 2023.

E&P no Suriname

A Petronas está em outros ativos no offshore do Suriname. Em novembro de 2025, a companhia malaia assinou um contrato de partilha de produção com a estatal para a exploração e produção do Bloco 9. Também está como operadora única nos blocos 48 e 63, além de ter 80% de participação no Bloco 66 junto da POC (20%).

Ao todo, são 16 blocos em consórcio ou com participações únicas no Suriname.

O Bloco 5 tem a Chevron como operadora (40%) em parceria com a Qatar Energy (20%) e a Paradise Oil Company, subsidiária da Staatsolie (40%); o Bloco 6 tem a operação pela TotalEnergies (40%) em conjunto com a Qatar (20%) e a POC (40%); já o consórcio do Bloco 7, há a Chevron como operadora (80%) e a POC (20%). No Bloco 8, as empresas e as participações são as mesmas do Bloco 6.

No Bloco 10, a Chevron é a operadora (30%), em parceria com a Petronas (30%), QatarEnergy (30%) e POC (10%). A Petrochina é a operadora (70%) em parceria com a POC (30%) dos Blocos 14 e 15, enquanto a Shell opera o Bloco 42 com 33,3% de participação, junto da Hess e a Chevron, ambas com a mesma percentagem.

Por fim, a TotalEnergies opera o Bloco 58 (50%), junto da APA Corporation (50%), e o Bloco 64 (40%), em parceria com a Qatar Energy (30%) e a Petronas (30%).

Fonte: Brasil Energia