Workshop debate oportunidades para reciclagem sustentável de navios e plataformas de petróleo no Brasil
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou, nesta terça-feira (16), workshop voltado à discussão das perspectivas para o descomissionamento e a reciclagem sustentável de plataformas offshore e navios no Brasil. O encontro ocorreu presencialmente e de modo virtual, reunindo representantes do setor público, da iniciativa privada e especialistas para debater oportunidades, desafios regulatórios e necessidades de infraestrutura para o desenvolvimento dessa atividade no país.
Na abertura do evento, o diretor da ANTAQ Wilson Lima Filho destacou a importância de ampliar o debate sobre o tema e promover a construção de conhecimento capaz de subsidiar futuras políticas públicas voltadas ao setor aquaviário e portuário: “Esse é um assunto de extrema importância para o país. O movimento a favor dessa iniciativa pode gerar empregos diretos e indiretos e, ainda, promover o desenvolvimento da economia brasileira”.
No decorrer do workshop, o superintendente de Regulação da ANTAQ, José Renato Fialho, apresentou o painel “Perspectivas da ANTAQ sobre o Descomissionamento em Áreas Portuárias”, abordando aspectos regulatórios relacionados ao tema e os desafios para a implementação dessas operações nos portos brasileiros.
Descomissionamento de estruturas offshore e navios
A reciclagem de embarcações e plataformas offshore representa uma importante oportunidade econômica para o país, especialmente diante da existência de infraestrutura industrial e estaleiros que podem ser adaptados para essa finalidade. Além disso, a atividade contribui para a economia circular ao possibilitar a recuperação de grandes volumes de aço de alta qualidade, material que pode ser reutilizado na produção siderúrgica, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para metas de descarbonização.
Um dos convidados do encontro, o professor Newton Pereira do Centro de Estudos para Sistemas Sustentáveis da Universidade Federal Fluminense (CESS/UFF), traçou um panorama do mercado internacional de reciclagem naval – atualmente concentrado em países do sul da Ásia, e destacou o potencial brasileiro para ampliar sua participação nesse segmento.
Segundo o especialista, existe a necessidade de adequações das instalações portuárias, aperfeiçoamento dos processos de licenciamento ambiental e fortalecimento da segurança jurídica para novos investimentos: “Porto de Açu desde 2020 é modelo para esse cenário, pois faz o trabalho de pré-limpeza desses navios como preparação para a reciclagem. Os demais portos precisam de adequações, como um piso impermeável, por exemplo, e, ainda, é necessário que eles elaborem um plano e reciclagem da instalação”, concluiu.
Fonte: Antaq






