Vast e Petronas lançam projeto para conservação de aves marinhas em terminais
A Vast Infraestrutura e a Petronas Brasil anunciaram, nesta quinta-feira (21), o desenvolvimento em parceria de projeto de pesquisa para criar um modelo de gestão e conservação de aves marinhas que vivem em terminais portuários. As empresas informaram que a pesquisa será feita com investimentos de R$ 3,8 milhões em recursos dos compromissos de PD&I da Petronas Brasil, em conformidade com as exigências da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O objetivo é desenvolver metodologia replicável de gestão e monitoramento que permita a reprodução de espécies ameaçadas em paralelo às operações portuárias. O modelo será baseado no Projeto Aves do Açu, iniciativa da Vast Infraestrutura executada pela consultoria Braço Social, com o apoio da Petronas Brasil, em 2024.
A Vast explicou que desde 2022 desenvolve soluções para permitir a coexistência entre suas operações e a reprodução das espécies trinta-réis-de-bico-vermelho e do trinta-réis-de-bico-amarelo. Segundo a empresa, aproximadamente 500 ninhos de trinta-réis-de-bico-vermelho foram identificados, monitorados e protegidos no terminal.
Além disso, a partir de 2024, foi registrada a formação de uma colônia de reprodução de trinta-réis-de-bico-amarelo. Desde então, tem sido possível conciliar a reprodução de cerca de 6.500 indivíduos dessa espécie com as atividades operacionais no terminal T-Oil da Vast.
A nova fase do projeto inclui a integração de múltiplas frentes de pesquisa, como parâmetros reprodutivos e demográficos, dinâmica espacial e padrões de migração, ecologia trófica e o status sanitário das aves. Entre as inovações planejadas está o uso de dispositivos GPS miniaturizados para rastreamento remoto das aves, permitindo o mapeamento de rotas migratórias, áreas de alimentação e padrões de uso do espaço marinho, para identificação de sobreposições entre essas áreas e atividades humanas, como pesca, exploração de petróleo e gás, operações portuárias e futuros desenvolvimentos de usinas eólicas offshore.
Fonte: Portos e Navios






