ANP autoriza, com condicionantes, retomada da perfuração em Foz
A ANP autorizou a retomada da atividade de perfuração no poço Morpho, realizada pela sonda ODN II (NS-42, da Foresea), mas circulada algumas condicionantes. A autorização foi enviada à Petrobras na quarta-feira (4).
As condicionantes que deverão ser cumpridas integralmente e comprovadas pela empresa nos prazos definidos são:
- Realizar a substituição de todos os selos das juntas do riser, em conformidade com a versão mais recente do procedimento aplicável, antes da utilização do riser, bem como apresentar evidências da troca dos selos, incluindo análise da adequação da instalação, em até cinco dias após a instalação da última junta;
- Apresentar evidências de treinamento de todos os colaboradores impactados pelo procedimento revisado de descida do BOP ( Blowout Preventer ), antes do início das atividades;
- Revisar o Plano de Manutenção Preventiva, com a redução do intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias; e
- Utilização das juntas de riser reservadas somente após o envio dos respectivos certificados de conformidade, comprovando que foram operadas e/ou reparadas de acordo com as normas vigentes.
A ANP está fazendo auditorias do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional da sonda desde segunda-feira (2). Essa é a audiência presencial, que vai até sábado (7). Na semana seguinte, de 9 a 13 de fevereiro, ocorrerá também uma audiência remota.
O incidente
A investigação do poço Morpho foi iniciada no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no dia 20 de outubro de 2025, um dia após a obtenção da licença de operação pelo Ibama.
No dia 4 de janeiro , durante a realização de testes e verificações prévias ao início da perfuração da fase 4 do poço, foi observada uma perda localizada de contenção de fluido de perfuração biodegradável em linhas auxiliares do riser (tubulação que liga a sonda ao poço).
De acordo com a Petrobras , o evento foi facilmente identificado e as linhas afetadas foram isoladas, cessando a perda observada. Ainda segundo a companhia, “em nenhum momento ocorreu comprometimento da segurança do poço”.
No último dia 23 , o estatal afirmou, em carta enviada ao Ibama, que as causas da perda de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas estão em fase de purificação.
O Ibama instaurou processo administrativo interno para monitorar as ações da Petrobras, procedimento padrão adotado para o monitoramento de emergências ambientais.
Fonte: Revista Brasil Energia






