Amazônia Azul: o mar que sustenta a economia do Brasil hoje
Pouco conhecida do grande público, a Amazônia Azul representa um dos maiores ativos estratégicos do Brasil. Com cerca de 5,7 milhões de km², essa vasta área marítima sob jurisdição nacional abriga rotas comerciais, recursos naturais e infraestruturas críticas que sustentam a economia brasileira e reforçam a soberania nacional.
Extensão marítima e soberania brasileira
A Amazônia Azul compreende o mar territorial, a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e a plataforma continental estendida, onde o Brasil exerce direitos soberanos para explorar recursos naturais e regular atividades econômicas. Essa área equivale a mais da metade do território continental brasileiro.
Do ponto de vista estratégico, trata-se de um espaço vital para a defesa nacional, pois abriga portos, cabos submarinos de comunicação, oleodutos, gasodutos e linhas de navegação essenciais para o funcionamento da economia.
Riquezas naturais e impactos econômicos diretos
Mais de 80% da produção brasileira de petróleo ocorre no mar, especialmente nas áreas do pré-sal, localizadas na Amazônia Azul. Essa produção garante segurança energética, arrecadação de royalties e bilhões em investimentos anuais.
Além do setor energético, a região concentra estoques pesqueiros, potencial para energia eólica offshore, exploração de minerais estratégicos e uma biodiversidade marinha com alto valor para a indústria farmacêutica e biotecnológica. Esses fatores fazem do oceano um motor silencioso do PIB nacional.
Desafios de proteção, defesa e exploração sustentável
Apesar de sua relevância, a Amazônia Azul enfrenta desafios crescentes, como pesca ilegal, crimes ambientais e riscos à infraestrutura crítica. A proteção desse espaço exige investimentos contínuos em monitoramento, ciência e poder naval.
Nesse contexto, programas de vigilância marítima e fortalecimento das capacidades navais não devem ser vistos apenas como gastos militares, mas como investimentos econômicos, voltados à proteção de riquezas que sustentam o crescimento do País.
Fonte: Defesa em Foco






