PRIVATE OIL & GAS CRESCE NO SETOR ONSHORE E SE PREPARA PARA ENTRADA NO SEGMENTO OFFSHORE A PARTIR DE 2026
A Private Oil & Gas tem registrado crescimento consistente nos últimos dois anos e se prepara para alcançar novas fronteiras a partir de 2026. A empresa intensificou sua presença no onshore — com foco em serviços relacionados à segurança operacional e à adequação de ativos — e recentemente concluiu contratos com a PetroReconcavo. Também iniciou um projeto com a Engie envolvendo serviços de caldeiraria, recuperação de dutos e proteção de taludes. Os planos, porém, avançam além do onshore. Neste ano, a companhia começou a estruturar sua entrada no mercado offshore. É o que explica a diretora comercial da Private Oil & Gas, Gabriela Moraes, nossa entrevistada desta segunda-feira (24). “A meta é iniciar operações nesse segmento em 2026, ainda que de forma inicial, observando as demandas atuais do setor e as perspectivas da Margem Equatorial. Queremos ser parceiros quando as operadoras começarem a se instalar lá, após a primeira descoberta de óleo. Estaremos trabalhando muito forte nisso a partir de 2025, com foco em 2026”, afirmou. A executiva também demonstrou otimismo com o futuro do setor de óleo e gás e revelou o posicionamento estratégico que será adotado Private para os próximos anos: “Nosso foco é investir para atuar como parceiro estratégico, oferecendo a base e o suporte necessários enquanto as operadoras se dedicam ao seu core business. Queremos garantir que elas possam crescer sem perder eficiência em suas atividades principais”, concluiu.
Poderia apresentar aos nossos leitores uma visão geral da Private Oil & Gas e sua atuação no setor de óleo e gás?
A Private está no mercado há mais de 10 anos, tradicionalmente na área de construção, e entrou no setor de óleo e gás há cerca de dois anos, com foco em segurança operacional. Nosso primeiro movimento ocorreu em um momento em que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizava interdições em plantas fora de conformidade. Atendemos um cliente que teve sua planta totalmente interditada e atuamos de forma rápida para liberar e desinterditar os ativos.
A partir desse caso, ganhamos reputação no setor por nossa mobilização ágil e por cumprir as exigências documentais e físicas da ANP. Desde então, todos os ativos em que trabalhamos foram desinterditados. Isso fez com que outros grandes clientes nos procurassem antes mesmo de uma auditoria da agência, com o objetivo de antecipar adequações. Nesses projetos, mapeamos fragilidades e participamos como parceiros estratégicos para garantir a continuidade da produção.
Começamos atuando em contenção e NR-12, e hoje estamos muito presentes também nas adequações de rede de incêndio, com forte atuação no Rio Grande do Norte e no Ceará. Embora também executemos a construção de plantas completas, nosso foco principal atualmente é a segurança operacional, principalmente no onshore.
Falando um pouco sobre os projetos em andamento, o que você pode mencionar sobre trabalhos e contratos que estão atualmente em execução?
Atualmente, temos contratos com a Brava e concluímos recentemente trabalhos para a PetroReconcavo. Estamos atuando tanto na construção de novas plantas quanto nas adequações preventivas ou posteriores a interdições no onshore.
Estamos iniciando também um novo contrato com a Engie, voltado para o midstream, com foco em transporte de gás. O escopo envolve serviços de caldeiraria, recuperação de dutos e proteção de taludes. Esse é um relacionamento que tem começado muito bem e temos a expectativa de ampliá-lo. Além disso, retomamos conversas com a Seacrest Petróleo, com quem já trabalhamos em períodos anteriores.
Olhando para o curto e médio prazo, quais são as principais oportunidades que vocês estão observando?
No curto e médio prazo, estamos focados em duas frentes. A primeira é ampliar nossa atuação no onshore, tanto alcançando novos clientes quanto aumentando a participação junto aos que já atendemos. A segunda é o movimento em direção ao offshore. A meta é iniciar operações nesse segmento em 2026, ainda que de forma inicial, observando as demandas atuais do setor e as perspectivas com a Margem Equatorial. Queremos ser parceiros quando as operadoras começarem a se instalar lá, após a primeira descoberta de óleo. Estaremos trabalhando muito forte nisso a partir de 2025, com foco em 2026.
Pode detalhar mais sobre os planos para o offshore?
O que estamos olhando como oportunidade no offshore está muito ligado ao que já fazemos no onshore: caldeiraria, montagem de estruturas metálicas e instalação de equipamentos. Acreditamos que haverá diferentes tipos de serviços e ainda vamos precisar entender como serão todas as instalações. Inclusive deve existir algum nível de instalações terrestres relacionadas, e estamos prontos para atender com todo o nosso escopo — civil, metalmecânica e elétrica.
No offshore, acredito que o foco deve se concentrar nas plataformas, especialmente em caldeiraria e manutenções em geral. Existe também um pouco de serviço civil aplicado ao offshore. A nossa intenção é entrar utilizando o know-how que já temos, sem trazer novas frentes agora, para atuar com mais confiança dentro do que já fazemos.
Quais são as perspectivas da Private Oil & Gás olhando para o futuro do setor de óleo e gás em médio e longo prazo?
Olhamos para o setor de petróleo e gás com otimismo. É um segmento relevante na matriz energética do país e que gera desenvolvimento nas regiões onde está presente. Nossa perspectiva para o médio e longo prazo é positiva, porque entendemos que o óleo e o gás natural seguem como elementos importantes dessa matriz.
Nosso foco é investir para atuar como parceiro estratégico, oferecendo a base e o suporte necessários enquanto as operadoras se dedicam ao seu core business. Queremos garantir que elas possam crescer sem perder eficiência em suas atividades principais.
Para o próximo ano, nosso objetivo é reforçar junto aos clientes que segurança operacional deve ser tratada como atividade primária, e não apenas de forma reativa após um acidente ou interdição. Com planejamento, conseguimos propor soluções mais baratas, rápidas e ágeis. Evitar sinistros é fundamental, porque as perdas financeiras, estruturais e o risco de perdas humanas impactam o mercado como um todo e afetam a reputação do setor. A Private tem o propósito de ser o parceiro estratégico nessa conscientização.
Fonte: Petronotícias






