Mapeamento hidrográfico na Amazônia Oriental reforça segurança da navegação para a COP30

Mapeamento hidrográfico na Amazônia Oriental reforça segurança da navegação para a COP30

A Marinha do Brasil (MB) atua na Amazônia Oriental com ações essenciais para a segurança da navegação, a proteção da vida humana e a prevenção da poluição hídrica em uma região marcada por grandes variações de marés e intensa dinâmica sedimentar. Em Belém (PA) e nos principais rios amazônicos, trabalhos de atualização cartográfica, levantamentos hidrográficos e manutenção de auxílios à navegação garantem condições seguras para embarcações civis, militares e navios de grande porte, incluindo aqueles que chegaram à capital paraense durante a 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30).

Missão e desafios na Amazônia

O Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4) é responsável por atualizar a cartografia náutica e manter a operacionalidade dos auxílios à navegação no leste da Amazônia. Sua área de abrangência inclui grandes rios estratégicos, como Amazonas, Pará, Tocantins, Xingu e Tapajós, além de zonas de transição para o ambiente oceânico, como a Barra Norte (AP) e a Baía do Marajó (PA).

Segundo o Diretor do CHN-4, Capitão de Fragata Anselmo Vinicius de Souza, operar na região impõe desafios complexos, como a influência das marés, a sazonalidade dos rios, a mobilidade de bancos de areia e a vasta extensão dos sistemas fluviais amazônicos.

Para superar os desafios da região e garantir precisão nas informações divulgadas aos navegantes, o CHN-4 utiliza equipamentos capazes de medir a profundidade dos rios, determinar a localização das embarcações e registrar qualquer alteração no fundo ou no percurso dos canais. Esses dados são processados por softwares especializados e analisados seguindo os padrões internacionais da Organização Hidrográfica Internacional e a norma da Autoridade Marítima brasileira (NORMAM-501), que estabelecem critérios rigorosos de qualidade e segurança.

Navegação mais segura em Belém e apoio à COP30

Os levantamentos recentes realizados pelo CHN-4 em Belém revelaram mudanças importantes na forma e na profundidade dos canais de acesso, das áreas de fundeio e das rotas utilizadas por embarcações que operam próximas aos portos. A atualização dessas informações ampliou a segurança da navegação para navios de carga, embarcações de passageiros, comboios fluviais e barcos de pesca.

Durante a COP30, esse trabalho também foi decisivo para a chegada segura de embarcações de grande porte, incluindo dois transatlânticos usados como hospedagens flutuantes pelas delegações estrangeiras. Os dados hidrográficos atualizados possibilitaram a revisão da cartografia local e garantiram condições adequadas de navegação.

Além disso, o Centro restabeleceu importantes auxílios à navegação, como boias, faróis e faroletes, e realizou levantamentos em áreas estratégicas, como o Complexo Feliz Lusitânia, na capital paraense, os fundeadouros destinados a embarcações visitantes, o trecho do canal de acesso ao Porto de Belém utilizado para a atracação do Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico” e pontos do Rio Guamá.

De acordo com o Capitão de Fragata Anselmo, “os dados coletados permitem otimizar rotas, reduzir riscos ambientais, evitar encalhes, diminuir custos logísticos, contribuindo diretamente para a segurança da navegação e para a prevenção da poluição hídrica.”

Fonte: Agência Marinha de Notícias