Marinha une forças com setor civil e cria Cluster Naval do Amazonas para impulsionar indústria e desenvolvimento

Marinha une forças com setor civil e cria Cluster Naval do Amazonas para impulsionar indústria e desenvolvimento

A Marinha do Brasil formalizou, em parceria com entidades da indústria, comércio e universidades, a criação do Cluster Naval do Amazonas. A solenidade de assinatura do estatuto ocorreu a bordo do NDCC “Almirante Saboia”, em Manaus, e marcou um passo decisivo para fortalecer a indústria naval e o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

Modelo de cluster e indústria naval
O Cluster Naval do Amazonas segue o modelo de arranjo produtivo local, já consagrado em outras regiões do Brasil e do mundo. A proposta é reunir, de forma integrada, setores estratégicos que atuam no transporte fluvial, na construção naval e em tecnologias ligadas à economia do mar e dos rios.

Segundo o Vice-Almirante João Alberto de Araujo Lampert, Comandante do 9º Distrito Naval, a criação do cluster é um marco de relevância para a Amazônia, onde a vida cotidiana e a economia dependem, fundamentalmente, da navegação. Além de estimular a Base Industrial de Defesa, a iniciativa busca consolidar a região como polo nacional de inovação naval, capaz de atrair investimentos e ampliar a competitividade do setor.

Desenvolvimento regional e geração de empregos
O cluster nasce com vocação para gerar desenvolvimento econômico e social no Amazonas, impulsionando setores diretamente ligados à economia fluvial. A meta é fortalecer a indústria regional, ampliar cadeias produtivas, fomentar o empreendedorismo local e estimular a internacionalização das empresas da região.

Além disso, o estatuto prevê ações voltadas para a qualificação profissional e para a valorização da mentalidade marítima, difundindo a importância da defesa das águas nacionais e do poder marítimo como motor do desenvolvimento socioeconômico. A expectativa é que o arranjo produtivo gere empregos, renda e oportunidades sustentáveis para comunidades amazônicas.

Cooperação entre Estado, indústria e academia
A assinatura do estatuto contou com a participação de oito instituições, incluindo a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), além de sindicatos e associações ligadas à navegação e à construção naval.

Para a reitora da UFAM, professora Tanara Lauschner, a iniciativa representa a concretização do modelo da “Tripla Hélice”: a união entre Estado, setor produtivo e academia. Segundo ela, a universidade contribuirá especialmente em pesquisa, desenvolvimento e inovação, aproximando a produção acadêmica das demandas reais do setor naval.

Com essa articulação, o Cluster Naval do Amazonas consolida-se como espaço permanente de cooperação multissetorial, promovendo sustentabilidade, inovação e segurança da navegação nos rios amazônicos.

Fonte: Defesa em Foco