Com UMS, EAS se aproxima de 80 reparos entregues em menos de 5 anos

Com UMS, EAS se aproxima de 80 reparos entregues em menos de 5 anos

O Estaleiro Atlântico Sul (PE) se aproxima da marca de 80 reparos entregues a seus clientes em menos de cinco anos, considerando os contratos firmados desde o final de 2020, quando o EAS desenvolveu uma estratégia de fortalecer a oferta de serviços em suas instalações. No último dia 11 de setembro, o estaleiro localizado em Ipojuca transferiu a Unidade de Manutenção e Segurança (UMS) Reliance I , da GranEnergia. Foi a 8ª embarcação entregue este ano e a 78ª unidade nesse período.

As docagens e atrações de embarcações realizadas do final de 2020 até agora incluem desde contêineres e graneleiros a dragas, petroleiros e PSLVs (lançamento de linhas), navios de produtos químicos, entre outros tipos de navios e ativos offshore. De acordo com o EAS, os principais clientes são armadores de cabotagem que operam na costa brasileira, além de empresas do setor de petróleo e gás, que demandam serviços para barcos de apoio marítimo, plataformas, flotéis e sondas.

A embarcação da GranEnergia, do tipo UMS, foi projetada para serviços de acomodação, com capacidade para 500 pessoas e suporte a plataformas offshore, passou por um processo de revitalização para ser incorporado à frota da GranEnergia, que passará a operar para a Petrobras. A avaliação do EAS é que essa entrega da Reliance comprova a capacidade do estaleiro para peças de embarcações de grande porte, do segmento offshore e de alta complexidade.

O projeto, segundo o EAS, incluiu um reparo de classe completo, manutenção dos propulsores e melhorias nas especificações. O estaleiro reformou os racks de ancoragem , instalou o sistema de tratamento de lastro (BWTS, na sigla em inglês) e fabricou nova plataforma de acesso e berço de descanso do corredor .

Durante a 19ª Navalshore, o CEO da EAS, Roberto Brisolla, disse à Portos e Navios que a estratégia de diversificar e se especializar em algumas atividades vem ajudar na recuperação financeira do estaleiro e na manutenção de uma ‘espinha dorsal’ de mão de obra própria da equipe.

Atualmente, o EAS conta com aproximadamente 400 pessoas em seu quadro fixo, focados em reparo, e com um quadro flutuante de outras 100 a 300 pessoas que podem ser mobilizadas mais gratuitamente. Grande parte do banco de profissionais treinados pela EAS participou do último ciclo da construção naval e retornou ao estaleiro nos últimos anos.

O CEO considera que o EAS conseguiu se tornar alternativa e captar armadores de cabotagem que antes levavam seus navios para reparos na Europa ou na Ásia. “Nos consolidamos como um grande estaleiro de reparo no Brasil para atender embarcações de maior porte que antes não podiam ser atendidas aqui por falta de estaleiro ou de infraestrutura capaz de suprir”, afirmou Brisolla.

Uma das estratégias planejadas em 2025 pela EAS, que foi projetada vocacionada para construção naval, é o uso do Golias para o içamento de embarcações para o reparo, sem a necessidade de ocupar o dique. Esse caminhão tem capacidade grande para içar embarcações do porte de barcos de apoio para reparo. “Nosso plano de entrada no reparo se consolidou e hoje é um negócio estável no estaleiro e temos diversificado, buscando melhorar a produtividade para melhorar a rentabilidade”, celebrou o executivo.

Brisolla lembrou que o EAS interrompeu a construção de navios em 2019, devido à falta de encomendas no setor naval naquele período, e frisou que, com cinco anos de reparo, já foi possível formar um cluster de fornecedores que atendem demandas mais contínuas de reparo, como serviços especializados e materiais solicitados continuamente. Ele ressaltou que grande parte das atividades é feita com mão de obra do próprio estaleiro, que praticamente não subcontrata serviços de terceiros. “Quando aquece a atividade, a economia local começa a se desenvolver para surpreender”, afirma Brisolla.

Fonte: Revista Portos e Navios