Novo edital das Barcas pode ser entregue em 2024

Novo edital das Barcas pode ser entregue em 2024

A comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) está preocupada com a situação dos passageiros e funcionários da CCR Barcas. O presidente dessa Comissão, o deputado estadual Flávio Serafini disse que o episódio do acordo entre CCR e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, no início do ano, foi escandaloso.

“Há 25 anos se sabia a data de término do contrato e o governo foi incapaz de arranjar uma solução a tempo”, disparou o parlamentar.

Para Serafini, o imbróglio causado pela possibilidade da paralisação do serviço das Barcas acabou ajudando na renovação da concessão mesmo que temporariamente.

“Caso as Barcas parassem, e milhares de pessoas ficassem sem o serviço público do dia para o outro fez o governo aceitar pagar uma suposta dívida questionada pelo Ministério Público de cerca de R$ 1 bilhão”, explicou Serafini.

O presidente da Comissão de Transportes acredita que pelo caminhar das coisas, a CCR deve continuar operando até fevereiro de 2025, término da vigência do acordo homologado na justiça.

“Que esse tempo, ao menos, seja utilizado para fazer uma nova modelagem do serviço de Barcas que atendam de fato aos anseios da população – com mais horários e novas linhas”.

Em março, a Justiça homologou um acordo que permitiu a extensão do contrato com a CCR por um ano, renovável por mais um. Como o novo cronograma desenvolvido pelo Governo do Estado em conjunto com a equipe técnica contratada ainda não foi colocado a público, não se sabe ainda quando será feita a nova licitação de concessão.

Incerteza do trabalhador
Essa morosidade preocupa a Comissão de Transportes e deixa a diretoria do SINCOMAM em alerta, porque, além de prejudicar os passageiros, pode colocar centenas de empregos em risco.

O deputado disse que segundo informações apresentadas em audiência pública, no início do ano, a CCR Barcas  contava com cerca de 800 trabalhadores.

“Todos os colaboradores da CCR estão em situação extremamente delicada porque não é pública a informação sobre a nova licitação do serviço de transporte aquaviário”, esclareceu Serafini que ainda disse que a luta é para que estes trabalhadores sejam incorporados pela nova concessionária e tenham seus empregos garantidos.

UFRJ pode ajudar
A Comissão presidida por Flávio Serafini já solicitou o cronograma e os estudos que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vem desenvolvendo junto à Secretaria de Transportes. A universidade está fazendo uma modelagem com a finalidade de melhorar o transporte aquaviário entre Rio, Niterói e Paquetá e Ilha do Governador. Um estudo também está sendo feito para tentar a viabilização da criação de linhas para São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, além de Sepetiba, na Zona Oeste, e Magé, na Baixada Fluminense.

“Ainda não obtivemos respostas. Temos uma grande preocupação que não haja uma rodada de participação para que a sociedade ainda possa contribuir com a proposta formulada pelo Governo”, concluiu.