Marinha aprova balsa que transportará cilindros com gases tóxicos do Porto de Santos

Marinha aprova balsa que transportará cilindros com gases tóxicos do Porto de Santos

Peritos da Marinha do Brasil liberaram uma balsa e quatro embarcações que vão realizar o transporte e apoiar a operação de destinação final de 115 cilindros com gases tóxicos e inflamáveis que estavam armazenados no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Um rebocador, que vai participar dos trabalhos.

A balsa será utilizada para transportar cilindros que foram encontrados no cais santista, após 20 anos “esquecidos” em um armazém. Os gases serão queimados em alto-mar, a uma distância de mais de 90 quilômetros do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos.

Equipamentos de uma empresa contratada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) chegaram ao cais para serem utilizados na operação. Além das autoridades marítima e portuária, os órgãos ambientais também já deram o aval para a destinação segura das substâncias.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santos pediu explicações a todas as entidades sobre a escolha da destinação dos gases. A entidade pede esclarecimentos a respeito da segurança ambiental e jurídica da operação, que começou a ser planejada há cerca de um mês.

Equipes iniciaram processo de retirada de cilindros no cais santista (Foto: Divulgação/Codesp)

O caso

A existência dos cilindros de 20 anos foi revelada depois que a Codesp solicitou autorização ao Conselho Municipal de Meio Ambiente de Guarujá para queimar os gases na cidade. O pedido foi negado, e o Ministério Público solicitou que a estatal apresentasse um novo plano.

O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do MP abriu um inquérito para investigar o caso, e pediu um plano de destinação à estatal. A solução apresentada pela Codesp, em acordo com órgãos ambientais, foi a de destruí-los em alto-mar.

Pelo armazenamento irregular e pelo vazamento de gases durante o manuseio dos cilindros durante a troca de armazéns, a Codesp foi multada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em duas ocasiões, em R$ 50 mil e em R$ 500 mil.

Fonte: G1